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Greca diz que não aumenta impostos e servidores podem ficar sem reajuste

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O prefeito Rafael Greca (PMN) afirmou hoje que pretende enviar à Câmara Municipal de Curitiba, nos próximos dias, uma lei da responsabilidade fiscal municipal”, com limites para vários tipos de despesa, inclusive os gastos com publicidade. Ele acenou ainda com uma proposta de “leilão” das dívidas da prefeitura com fornecedores pela qual receberiam antes aqueles credores que oferecessem maiores descontos. As declarações foram dadas em visita aos vereadores na retomada dos trabalhos após o feriado de Carnaval. As informações são do Bem Paraná.

Questionado em plenário, disse que não haverá aumento de impostos neste momento, que fará um leilão das dívidas superiores a R$ 150 mil. “Vou pagar primeiro o (credor da prefeitura) que der o maior desconto”, disse. As dívidas menores, adiantou, serão pagas “na medida em que pudermos e de pronto para não quebrar esses prestadores de serviço”, disse o prefeito. No relatório apresentado aos parlamentares, ele reafirmou que herdou uma dívida de curto prazo de R$ 612 milhões “sem cobertura orçamentária”.

O prefeito sinalizou, novamente, que diante das dívidas herdadas da gestão anterior, dificilmente a prefeitura terá condições para manter a data-base dos servidores públicos, que prevê reposição das perdas inflacionárias no próximo dia 31. Dizendo estar preocupado em “desarmar as armadilhas do antigo inimigo”, uma vez que “a gestão que se encerrou deixou a desejar”, o prefeito Greca pediu aos vereadores que não vissem na medida “perseguição ou acerto de contas político”.

Greca anunciou que a partir desta semana começará a enviar projetos à Câmara para “fazer uma reprogramação” das finanças da administração pública. Segundo o prefeito, mesmo que os sindicatos cobrem a reposição (inflacionária dos salários), ele teme “que não tenhamos o dinheiro para tudo isso de pronto”. Greca falou que não elevará o teto dos salários, mantendo o redutor aplicado ao subsídio do prefeito.

Para ele, a administração está sob o alerta do limite prudencial de gastos. “Tenho forte obrigação com toda a população, não só com o quadro de 35 mil servidores”, comentou. Ao referir-se às dívidas com a previdência dos servidores, não citou medidas específicas, mas afirmou que a pérola da gestão já foi o IPMC (Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba), mas que agora “a pérola está ficando maior que a ostra” – sendo a ostra o orçamento da cidade.

Na saída, representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc), que vieram à Câmara ao saber da visita do prefeito, pediram uma agenda com ele. Greca disse que vai “atender todo mundo”.

3 Comentários

  1. Se quisesse realmente economizar não estaria nomeando quase todos os dias os cargos de comissão que arrebentam com os cofres do município e daí vem querer jogar nas costas dos servidores. Político safado como todos, Sr Greca!

  2. -Conversinha mole para boi dormir…todos sabemos que se cortar o supérfluo e cargos comissionados em demasia, cortar verbas para projetos inúteis, mudar de local alguns órgãos que pagam aluguéis(para os amigos do rei) para outros imóveis da própria prefeitura, racionar o combustível(impedindo que os carros da prefeitura sejam utilizados como veículos privados), cortar horas-extras desnecessárias…já seriam uma grande economia e sobraria para o reajuste de salários!!!

  3. Sou sem noção Responder

    Leilão de contas a pagar.
    Quem der o maior desconto recebe antes.
    A que ponto chegamos.
    Como se todos os fornecedores superfaturassem os serviços á prefeitura.
    Estamos voltando a era da pedra lascada, infelizmente.

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