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‘Faça concurso para juiz’, diz Moro a advogado de Palocci. Veja o vídeo.

O juiz federal Sergio Moro e o advogado do ex-ministro Antonio Palocci, José Roberto Batochio, trocaram ironias durante a audiência do executivo Fernando Barbosa Sampaio, presidente do estaleiro Enseada Indústria Naval, arrolado como testemunha de defesa do empreiteiro Marcelo Odebrecht.

Depois de ouvir de Sampaio a confirmação de que seu cliente é o “Italiano” das planilhas da Odebrecht, Batochio interrompeu uma resposta da testemunha a Moro, alegando que o executivo falava a respeito do que achava, e não dos fatos. As informações são da Veja.

“Excelência, pela ordem, testemunha depõe sobre fatos não sobre o que ela acha ou entende. De modo que fica impugnada essa pergunta de Vossa Excelência e acrescento: a testemunha disse que por ouvir dizer soube que italiano era Palocci”, interveio o advogado.

O magistrado ponderou que sua pergunta era pertinente, reiterou a questão e indeferiu o protesto do defensor de Palocci. Batochio não se deu por vencido e deu-se, então, o seguinte diálogo:

José Roberto Batochio
Com o devido respeito, testemunha não pode achar nada. A não ser que haja um outro corpus de processo penal. De acordo com o código de processo penal a testemunha depõe sobre fatos e não opina. Não vou aceitar essa violência contra a letra do código de processo penal.

Sergio Moro
Sua questão já foi indeferida, então eu reitero minha pergunta à testemunha. Ela tem conhecimento dos fatos, se ela não souber, pode dizer que não sabe.

José Roberto Batochio
Mas ela não pode achar. A defesa adverte a testemunha que ela está proibida de depor sobre o que ela acha. A lei impõe que ela deponha sobre fatos…

Sergio Moro
Doutor, o doutor faça concurso para juiz e assuma então a condução da audiência, mas quem manda na audiência é o juiz.

José Roberto Batochio
E Vossa Excelência preste exame da Ordem dos Advogados do Brasil! Cada um aqui cumpre o seu papel, está certo?

Sergio Moro
Sua questão está indeferida, doutor, estou perguntando à testemunha.

4 Comentários

  1. Aí o Batocchio, espertinho como todo petista pensa que é, mandou Moro fazer o exame da OAB!! Só que Moro NÃO QUIS dar uma de advogado, mas o advogado quis dar uma de juiz!! Outra coisa, caso Moro largue a magistratura, ELE NÃO PRECISA FAZER O EXAME DA ORDEM, pois já foi advogado antes de virar juiz, e, naquela época, nem se fazia exame da Ordem para se habilitar junto à OAB!! Sei disso, porque me formei no mesmo ano que o Dr. Moro!!!!

  2. Hahahahaha….

    Como ja me cansei destes extremistas metido a salvadores de mundo que acham o digníssimo Juiz e os “bravos” da Lava Jato a cura para nossos males, sendo que o que vemos só beneficia criminosos, delatores, alteração em leis que dão superpoderes aos procuradores, etc
    Vemos que, todos aqueles que ousam questionar a Lava Jato são jogados na vala comum de defensores de bandidos, no entanto os fatos mostram que:

    A procuradoria denuncia e o sr Moro condena em 1ª Instância com base em “parece que” – basta ver suas sentenças desde os idos do Banestado.

    Delatores são sempre bem tratados com penas ridículas, mesmo quando não apresentam provas para eventuais condenações de outros réus (ex Youssef bi delator – Paulo Roberto Costa, Sérgio Machado e seus 100 Milhões de reais devolvidos, em uma acusação de 100 MI dólares, com pena em casa, entre outros)…Ou seja, defensores da impunibilidade estão aqui.

    Sempre que discordam de suas opiniões são defensores de bandidos, e querem “acabar com a Lava Jato”.

    A Lei de Abuso a Autoridade e investigação de Supersálarios não entra nesta nova moralidade desta gente…Os ungidos podem tudo, aplaudidos pelos Mico de circo.

    Existem “N” motivos para desconfiar dos “julgamentos” e denúncias vindas do MP, Moro e Instâncias Superiores – fora o comportamento egocêntrico….

    Infelizmente, o muito que seria bom da Lava Jato está sendo anulada por procuradores e pelo ego dos Juízes, pois felizmente (ou infelizmente) este caso não é igual ao Banestado, onde os abusos não foram vistos, os delatores foram amplamente beneficiados, os condenados foram condenado por “parece que”, sendo qua a época era fins de 1990, princípio de 2000 (ausência de tecnologia).
    Agora levantam suspeitas da amizade (que ja deveria ter sido levantada no início) da amizade que existe entre procurador Juiz 1ª Instância e Juiz em 2ª Instância), coisa que já se falava nos Cafés da Boca Maldita e que jogaria lama no Banestado e na Lava Jato, devido a alguns preceitos fundamentais do direito.

    Não aplaudirei um Juiz e procuradores que usam de marketing, que condenam sem provas, que gritam apavorados e/ou acusam aqueles que discordam, que invadem competências de outros poderes, e que promovem a impunidade simplesmente afagando a cabeça dos delatores e fazendo “pose” de justiceiros.

    Os fatos existem, basta verificar sentenças, denúncias e afins….
    Uma hora o marketing acaba, e o mal causado vai ser pior que eventuais benefícios.

  3. Sergio Silvestre Responder

    Esse advogado deita e rola em cima desse Juiz,que cá entre nós,fraquinho,partidario e parcial.

  4. Imagine Sergio Moro, Professor da UFPR, fez doutorado nos EUA, aprovado em concurso de Juiz Federal com 24 anos, realmente ele e fraquinho, qua qua.

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