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Rossoni: ‘Governo não aceita greve por tempo indeterminado’

do Paraná Portal

O chefe da Casa Civil Valdir Rossoni confirmou que o governo do estado vai descontar os dias parados dos servidores públicos que mantiverem a greve iniciada nesta quarta-feira (15). Rossoni salientou que pode ser negociado o abono da falta do dia 15, desde que as categorias retomem imediatamente as atividades normais. A medida foi comunicada durante reunião com dirigentes do sindicato que representa os professores, no Palácio Iguaçu. “O governo não aceita greve por tempo indeterminado”, afirmou Rossoni.

Os professores estaduais optaram pela greve por tempo indeterminado em assembleia realizada em Maringá, no dia 11 de março. Eles são contra a redução da hora-atividade e mudança nos critérios para distribuição das aulas. Na ocasião, a secretária estadual da Educação, Ana Seres, afirmou que o governo pretendia descontar dos salários os dias parados.

Negociações

Além da disposição em negociar o abono da falta desta quarta-feira, o chefe da Casa Civil também abriu a possibilidade de negociação de um calendário para pagamento de promoções e progressões em atraso. Ele disse que todas as dívidas serão quitadas neste ano, mas pediu a participação dos servidores na discussão. O governo também se dispõe a discutir algumas divergências sobre as mudanças na distribuição de aulas extraordinárias. “É isso que o governo estadual pode oferecer neste momento”, afirmou Rossoni.

Ele destacou que todas as questões que envolvem remuneração, benefícios ou condições de trabalho dos servidores estaduais precisam passar pela Comissão de Política Salarial, formada pelos secretários da Casa Civil, Fazenda, Administração, Justiça, Trabalho e Direitos Humanos, da chefia de Gabinete do Governador e pela Procuradoria Geral do Estado. “Este comitê foi formado para que membros do governo não prometam o que não poderá ser cumprido”, disse Rossoni.

Rossoni reforçou o interesse do governo estadual em manter o diálogo aberto com os representantes do magistério e das demais categorias de servidores públicos. “Estamos sempre abertos para um diálogo responsável e construtivo. A valorização dos servidores é uma marca deste governo. No magistério, por exemplo, a evolução salarial chegou a 146% desde 2011, para uma inflação de 49%”.

Sindicato

Na reunião, o sindicato que representa os professores (APP Sindicato) voltou a reafirmar as demandas da categoria, entre elas os pagamentos atrasados, promoções e progressões, data-base, o piso salarial nacional, entre outros pontos. Os representantes classificaram o desconto dos salários como “ameaça”. “Isso é um abuso em relação ao direito de greve, já que estamos num exercício legal deste direito. Como último recurso, nós estamos realizando esta greve, já que só estamos paralisados depois de descumprimento de legislações e compromissos de greves passadas”, explica a secretária Educacional da APP, professora Walkíria Mazeto. Segundo o sindicato, a categoria está respaldada pela lei de greve e o governo não pode dar falta para a categoria. Caso a falta seja lançada, o sindicato deve recorrer da decisão na justiça.

10 Comentários

  1. izaltino savaski Responder

    O POVO DE BITURUNA TAMBEM NÃO ACEITA O QUE VC. E SEU FILHOTE FIZERAM AO SEU POVO, E DAI? COMO FICA? ELES QUEREM RESTITUIÇÃO DA GRANA MAL ADMINISTRADA

  2. Valmor Lemainski - Cascavel Responder

    Está na hora do governo cumprir com a palavra e descontar os dias parados. Ficar negociando com os pelegos é perda de tempo, pois eles recebem para isso, para obter o máximo.
    Poucos professores ou funcionários suportam meses sem receber. E esse é o remédio que melhor se adapta a quem teima em espoliar os contribuintes. Rossoni: Respeita meus impostos e tenha coragem que, ao longo dos tempos, não lhe faltou.
    Pais e alunos não merecem ser reféns de uma categoria corporativa bem organizada e com doença ideológica.

  3. Kethilyn Jessica Responder

    O que o povo e os cofres públicos não aceitam é o esquema com Construtora Valor denunciado ontem, e prefeito cassado por abuso de Poder!

  4. esse sindicato agora funciona como um poder paralelo no Estado? Vamos logo acabar com o poder dele(do sindicato). Por que ficar perdendo tempo com alguém que somente luta contra a educação e o desenvolvimento do Estado?

  5. Em matéria da Folha de São Paulo publicada no dia 20/02/2017, são apontados outros fatos ditos inaceitáveis vindos de quem arrota empáfia e poder, a triste figura cujo nome encabeçalha este post…
    Rossoni é investigado num esquema de corrupção que teria desviado em princípio, a “módica” quantia de 17 milhões, antes destinada à construção de escolas no Paraná…
    Posando de ser ilibado, ou ainda acima do bem e do mal, vê enxovalhado o nome de sua família pois na mesma matéria cita-se o nome de seu filho, Rodrigo Rossoni, à época das ocorrências, prefeito de Bituruna, curral eleitoral dos Rossoni…
    Tenho minhas dúvidas agora, com relação à seriedade do governador não só com relação às reivindicações dos professores, mas com todo o seu governo, visto que coloca à frente das já conturbadas negociações com os professores estaduais, especialmente após o dia 29 de abril de 2016, pessoa tão grotesca e abjeta, sendo ainda chefe da casa civil de um dos mais respeitados estados da união…
    Lastimável.

  6. Parreiras Rodrigues Responder

    Pelo número de escolas aderentes à greve, vê-se que a APP-PT está apitando pouco. Os professores estão se conscientizando que veem servindo mesmo como massa de manobra para a sobrevivência do petismo.

    O golpe de misericórdia aconteceria se o governo do Estado tomasse a atitude – legal, de cancelar o desconto em folha das mensalidades dos professores associados à associação escancaradamente a serviço do PT. A APP que mande boletos, como todas as outras entidades sindicais, ué!

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