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Conselho de Ética:
anistia para o caixa dois

João Alberto Souza, do PMDB do Maranhão, é presidente do Conselho de Ética do Senado pela sexta vez. Uma das responsabilidades do órgão é cassar mandatos de senadores que não estão de acordo com a palavra “ética”.
Na semana que passou, ele já havia dito que o Senado não concorda com o afastamento de Aécio Neves, sinalizando como pensa sua gestão.
Agora, defende anistia para o caixa dois: “se o caixa dois foi para o partido, se aquilo foi gasto com eleição, tem de ser anistiado. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Nós não podemos colocar tudo num saco só.”
A Lava Jato colocou políticos num caminho sem volta e tornou público tudo que já era sabido há muito tempo, sobre formas e recursos para que um candidato chegasse ao poder e o que ele deveria dar em troca.
E agora? Se olhar bem de perto não vai sobrar quase ninguém, considerando os formatos de campanha e eleição até aqui. Uma anistia é praticamente sublinhar o crime e deixa-lo impune, pior, pode parecer incentivo para o futuro. Sem anistia não sobrará ninguém e isso não quer dizer que vai haver mudança no sistema. Parece que o Brasil finalmente conseguiu se enfiar num beco sem saída.

4 Comentários

  1. Ninguem se safou depois desta baita sacanagem do TSE. Provaram
    mais uma vez que em eleição vale tudo, Caixa 1,2,3,4,5,6… cansei !!!

  2. Daniel Fernandes Responder

    Sabe que eu nem fico surpreso?
    O que vocês esperavam?
    Que eles defendessem o contrário?

  3. Quando instituições como o TSE “libera geral”, ficou a sensação
    de que todos podem roubar, só não faz se não quiser. O que Minis-
    tros captaneados por Mendes votaram não foram só a cassação da
    chapa. Votaram a decencia humana. Pelo jeito não aprenderam isto na escola. Transmitidos por todos os meios de comunicação do mundo transformaram o julgamento do século em sacanagem.

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