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Rocha Loures se muda
da Papuda para a carceragem da PF

O Globo

Autorizado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), a deixar o complexo penitenciário da Papuda por risco de morte, o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) se mudou nesta quarta-feira para seu novo endereço: a carceragem da Polícia Federal (PF), em Brasília.

Rocha Loures tinha solicitado a transferência para a prisão domiciliar e a designação de uma equipe da PF para protegê-lo. Fachin considerou os fatos graves, mas não aceitou os pedidos. Em vez disso, determinou a transferência para a carceragem da PF. Também determinou o encaminhamento das informações ao Ministério Público Federal (MPF), a fim de investigá-los.

“Os fatos narrados, ainda que não estejam desde logo embasados em elementos probatórios que lhes deem suporte, são graves o suficiente para que se dê ao menos notícia ao Ministério Público a quem incumbe, no âmbito de suas atribuições, deflagrar instrumentos voltados à respectiva apuração. Por essa razão, determino remessa dos autos ao Ministério Público Federal para manifestação”, escreveu Fachin.

O ex-deputado estava preso desde o último dia 7 e é apontado como o “Homem da Mala” do presidente Michel Temer. Os dois são investigados no mesmo inquérito por corrupção e tentativa de obstrução à Justiça. No pedido de prisão feito por Rodrigo Janot, o procurador-geral da República disse que Loures é um assessor próximo do presidente.

Loures foi flagrado recebendo uma mala com R$ 500 mil em propina da JBS em nome de Temer. O suposto suborno seria a primeira parcela de uma propina de R$ 480 milhões a ser paga ao longo de 20 anos, conforme o sucesso das transações da empresa.

Ele chegou a devolver o objeto, mas com R$ 35 mil a menos. Depois, fez um depósito no valor que faltava.

HABEAS CORPUS NEGADO

No último dia 6, Rocha Loures teve seu pedido de habeas corpus negado pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No pedido de soltura, a defesa reclamou que o decreto de prisão saiu “na calada da noite”, sem que os advogados tivessem sido ouvidos previamente. Os advogados também reclamaram das prisões na Lava-Jato. Para eles, são realizadas com objetivo de forçar delações premiadas.

Além disso, a defesa de Loures havia solicitado ao STF para que não lhe fosse imposto “tratamento desumano e cruel” e que não tivesse o cabelo raspado. De nada adiantou e Loures já, inclusive, apareceu de cabelo raspado.

1 Comentário

  1. admilson reis guassu Responder

    Porque o Ministro Fachin, não levou ele pra ficar em sua casa,,já são amigos!

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