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Os paranaenses da lista suja do trabalho escravo

O Ministério do Trabalho divulgou o cadastro de empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas às de escravo, conhecida como “lista suja”. A publicação tem informações sobre 131 empregadores autuados em fiscalizações e detalha dados como o número de trabalhadores flagrados nas condições irregulares, endereço do estabelecimento e a data em que ocorrência foi registrada. A lista tem informações desde 2010.
Três empresas no Paraná aparecem na lista com autuações por trabalho escravo.
Tratam-se da usina de açúcar e álcool Sabarálcool S.A, em Perobal, no Noroeste do Paraná, autuada em 2012, que foi levada à leilão neste ano; José Bueno Stresser & Cia Ltda, responsável pela Fazenda Lança, autuada neste ano, em Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba; e do fazendeiro Nelson Luis Slaviero, autuado em 2016, após uma operação que libertou 20 pessoas, entre elas um menor de idade, em condições análogas à escravidão que trabalhavam na Fazenda Planalto, na região de Cascavel, no Oeste paranaense.

Lista suja

O cadastro foi divulgado após o fim do processo na Justiça do Trabalho do Distrito Federal sobre ação protocolada em 2016 pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em que, segundo o órgão, a União descumpria ordem judicial que a obrigava a publicar o cadastro dos empregadores condenados administrativamente pelas infrações e atualizá-lo a cada seis meses no máximo. O descumprimento da medida levaria à aplicação de multa diária no valor de R$ 10 mil.

A sentença da Justiça do Trabalho coincidiu com outra decisão sobre a lista suja, na semana passada. Por meio de liminar, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber suspendeu os efeitos de portaria do Ministério do Trabalho que estabelecia novas regras para a caracterização de trabalho análogo ao escravo e para atualização do cadastro de empregadores que tenham submetido trabalhadores a tal condição.

As novas normas serviriam também para a concessão de seguro-desemprego ao trabalhador que for resgatado em fiscalização do Ministério do Trabalho. A medida da pasta gerou reações contrárias de entidades e organismos internacionais.

A decisão de Rosa Weber acolheu os argumentos do partido Rede Sustentabilidade, segundo o qual a portaria abre margem para a violação de princípios fundamentais da Constituição, entre eles, o da dignidade humana, o do valor social do trabalho e o da livre iniciativa. A liminar da ministra tem validade até o julgamento da ação pelo plenário da Corte.

As informações são do Paraná Portal.

3 Comentários

  1. eleitor desmemoriado Responder

    Depois do famigerado Mensalão e da Lava Jato uma coisa ficou bem evidente, riqueza muito rápida é de se desconfiar, geralmente tem coelho no mato, tem muita coisa a ser explicada.

  2. Juscelino alves Responder

    Trabalho
    Um técnico petista define o q é trabalho escravo.

    Empresa de corte de cana é trabalho escravo..
    Definido por um maluco de Campo Mourão.petista inútil.
    Empresa em dificuldade vem MPT
    E quebra a empresa de vez.

  3. Para todo bom PTista, qualquer trabalho é trabalho escravo e toda empresa explora o trabalhador, mesmo quando ele está postando merda no face durante o período de trabalho.

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