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Compliance ganha força

O compliance – conjunto de regras e condutas éticas na administração – ganha mais força na gestão pública e foi principal tema da palestra do juiz Sérgio Moro no congresso realizado pela Femipa (federação das santas e hospitais filantrópicos do Paraná) na última semana em Curitiba. “Não adianta ter código de ética, sistema de compliance, se não tem um comprometimento da direção e de quem efetivamente manda. Já diz o velho ditado que o peixe apodrece a partir da cabeça e de fato é isso”, disse Moro em palestra.

O presidente da Femipa, Flaviano Ventorim, disse que o sistema pode otimizar e racionalizar o uso dos recursos públicos para que se reverta à sociedade um melhor atendimento nos serviços da saúde pública. “Há uma gama de ações que podem ser feitas: compra equipamentos, melhorias na estrutura física, despesas de custeio, contratação de pessoal. Esse é o objetivo: melhorar a utilização dos recursos públicos”, disse Ventorim.

O Paraná será o primeiro estado a ter um programa neste sentindo na gestão pública. O projeto é do deputado Ratinho Junior (PSD) e prevê padrões de conduta, monitoramento de políticas públicas e práticas administrativas em cada órgão e entidade, entre os servidores, e nos diferentes serviços da administração pública.

“É um projeto que trouxemos da iniciativa privada, das grandes empresas, países do primeiro mundo já implantaram esse sistema há muito tempo. E a ideia é implantar no Paraná e fazer do Estado pioneiro na prevenção da corrupção. Temos hoje muitas ferramentas de punição depois que acontece a corrupção no órgão público. A ideia é combater a corrupção com prevenção, evitando com que haja a irregularidade”, disse Ratinho Junior.

1 Comentário

  1. O candidato Ratinho Junior, se eleito governador, vai abrir concursos públicos, aproveitando os milhares de jovens que se formam anualmente nas universidades, dando oportunidade pela meritocracia a essas pessoas que sempre se esforçaram, ou manter a regra atual de nomear os cabos eleitorais, que estão trabalhando a todo vapor, muitos já pendurados nas testas da viúva, para funções e cargos comissionados ainda mais lucrativos. Manter esse comportamento vicioso não seria uma violação de regra de compliance? É só uma pergunta…

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