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Prefeitura quer comprar 22 terrenos da Urbs

Curitiba, que segundo o prefeito, precisava de plano de recuperação, de cancelamento de eventos programados, de aumento de impostos, de freio com o plano de carreia do funcionalismo e de várias outras medidas que a população não gosta mas engole por falta de opção, agora quer gastar R$ 16 milhões na compra de imóveis da Urbs, a empresa que gerencia o transporte coletivo da cidade.
Por quê? Por três fatores, segundo Greca: “a atual condição econômico-financeira da Urbs, o uso destes imóveis para implantação de futuros equipamentos públicos e o momento oportuno para investimento em imóveis. [A prefeitura] poderá ainda reorganizar suas estruturas públicas instaladas, reduzindo os dispêndios com aluguéis de imóveis de terceiros, utilizar tais áreas em negociações envolvendo o instituto da permuta, inclusive podendo fazer a integralização desses imóveis, a fim de compor um novo investimento de ativos imobiliários”.
De onde vem os recursos?

O projeto de lei orçamentária, que remaneja os recursos necessários para a aquisição dos terrenos, seguirá o rito especial destinado a esse tipo de proposição. Depois de admitido pela Comissão de Economia, Finanças e Fiscalização, ele ficará à disposição dos vereadores para emendas por três sessões plenárias, retornando ao colegiado para parecer e, vencida essa etapa preparatória, é que poderá ser posto em votação no plenário. Projetos de lei orçamentária só passam pela Comissão de Economia.

Na iniciativa, a Prefeitura de Curitiba explica que o dinheiro remanejado para esse fim é proveniente da “contribuição patronal dos servidores inativos, pensionistas e outros” – numa referência à despesa que o Executivo deixou de ter com a aprovação do Plano de Recuperação. Com a medida que reformulou a previdência municipal, a prefeitura ficou desobrigada de recolher contribuição patronal referente aos servidores aposentados e pensionistas do município.

Isso significa que os recursos antes reservados para pagar a contribuição patronal agora podem ser usados para arcar com outras despesas da prefeitura, uma vez que desde julho esses pagamentos ao IPMC (Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Curitiba) não ocorrem mais. Os R$ 16 milhões, portanto, “saem” da Secretaria de Recursos Humanos e são remanejados para a Secretaria de Planejamento e Administração, com a nova rubrica “aquisição de áreas para implantação de projetos no município”.

Terrenos à venda

É no bairro do Tarumã que está localizada a maior parte dos terrenos postos à venda para a Prefeitura de Curitiba pela Urbs. São 20 lotes, próximos uns dos outros, que, quando somados, perfazem uma área de 10 mil m². Ela foi avaliada em R$ R$ 9,449 milhões – 59% dos valor da operação imobiliária objeto dos projetos de lei. Os lotes, para referência da localização, estão próximos à rua Dr. Heitor Valente, paralela à avenida Victor Ferreira do Amaral.

A segunda maior área, de 4.979,05 m², fica no bairro Cidade Industrial e foi avaliada em R$ 2,54 milhões. Por último, um lote único, de 1.981,7 m², no bairro do Portão, será vendido ao Executivo por R$ 3,96 milhões. Estas especificações constam no projeto de lei 005.00364.2017, que ainda não recebeu instrução técnica da Procuradoria Jurídica, delimitando por quais comissões temáticas ele irá tramitar antes de ser submetido ao plenário para deliberação dos vereadores.

Com informações da Câmara de Curitiba.

4 Comentários

  1. POSTO DE SAÚDE NÃO, POVO FICA 5HORAS OU MAIS POR FALTA DE MÉDICO, , REAGE POVO,

  2. Solange Machado Responder

    Esses 16 milhões não vão resolver o problema da Urbs. Vai ser perda de tempo. E a prefeitura, vai ter dinheiro para construir alguma coisa nesses terrenos? E a diretora Denise Vilella, que é aposentada e recebe mais de R$ 27.000,00 por mês do Ipmc, quanto ganha a mais por ser diretora da Urbs? A Urbs tá com dinheiro sobrando para pagar ela? E o prefeito, que quer resolver o problema, sabe que essa Vilella está lá? E que ela é ex esposa do secretário de RH? Pode isso Arnaldo?

  3. Pedro A. Moreira Responder

    Aposto que o Greca não sabe dessa Denise, tem gente na prefs que pensa que manda mais do que ele!

  4. Isso é além da tal contabilidade criativa, uma excrescência quanto a contabilidade pública. Além de maquiagem orçamentária, está aí uma das provas que e quem proporciona a quebradeira da previdência dos servidores públicos, isso aqui em Curitiba.
    Ao deixar de pagar a parte patronal referente aos inativos, e ainda retirar uns 600 milhões que teriam sido pagos indevidamente ao IPMC, a Prefeitura usa desses artifícios para cobrir um furo de caixa na URBS que já está falida.
    Porém tenho que dar razão ao comentário de Solange Machado, pois se não tem recurso e estão mandando pra rua os aposentados lá da URBS, por que tem uma “”” procuradora””” aposentada pela Prefeitura ( no chamado readaptação por desvio de função).
    Depois disso será que também vão usar a “contabilidade criativa” para consertar o falado “rombo de 52 milhões da SETRANS ?
    Por essas e outras razões, que se faz empréstimos de 120 milhões para cumprir parte de promessas de campanha, por isso que paralisam qualquer negociação de recomposição do salário dos funcionários e pior ainda culpam sempre os servidores , ativos e inativos como sendo o maior dos problemas, quando na realidade uma só palavrinha mágica seria muito apropriada: GESTÃO.

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