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O imbroglio das ferrovias do Paraná

O governo do Estado entende que o déficit nas linhas ferroviárias causam dificuldades à economia e por isso a missão do momento é convencer a iniciativa privada a fazer um estudo completo sobre a construção de nova ferrovia paralela à BR-277 – com o propósito de aumentar o transporte de cargas levadas até o Porto de Paranaguá. Hoje, o que alcança o litoral por trem não chega a 20% do total transportado.
A estatal Ferroeste reivindica que a linha passe a existir porque opera com 100% de sua capacidade entre o trecho Guarapuava-Ponta Grossa. E com 91% no trecho Serra do Mar.
A Rumo, privada, não concorda com mais uma ferrovia e diz que é responsável por investimentos bilionários que modernizaram as operações e que continuam em expansão.
O fato é que mais uma ferrovia traria concorrência para a Rumo e isso provavelmente diminuiria o valor do frete de transporte de cargas. Sem contar que diminuiria o número de caminhões nas rodovias. Este é o motivo para que o governo do Estado busque empresas para que desenvolvam estudos técnicos, econômicos e ambientais para o projeto.

6 Comentários

  1. ELEUTERIO LANGOWSKI Responder

    E a ferrovia MARINGÁ-CIANORTE está abandonada, enquanto a PR 323 está entulhada de caminhões de cargas que poderiam ser transportadas por tens. Investimento e infraestrutura jogados no lixo.

  2. Parreiras Rodrigues Responder

    Enquanto nos países onde se alia a tecnologia com a lógica para se atingir o desenvolvimento, dai a importância para ferrovias e hidrovias, aqui a prevalência é das rodovias.
    Provou-se que a hidrovia do Ivai incrementaria comércio e indústrias marginais e ainda retiraria centenas de carretas das rodovias que demandam o MS. Um comboio ferroviário, seguro e econômico, também desafogaria rodovias paranaenses, preservando vidas e patrimônios.

  3. Essa é uma questão de Estado… não interessa o que pensam os fabricantes de caminhões ou a concessionária da Ferrovia federal. Se tecnicamente conclui-se que o modal ferroviário é necessário (e parece que não há dúvida que seja), o Estado tem o dever de seguir frente nesse projeto. E, melhor ainda, se pudesse incluir o transporte de passageiros nos trajetos.

  4. Apoiadíssimo, a Rumo está nem aí para o trecho paranaense, o lucro dela não está aqui, está no trecho que liga Rondonópolis à Santos. Porquê jogar dinheiro fora num trecho que não permite melhoria significativa?

  5. -Que este novo trecho é necessário, é ponto pacífico. Que a RUMO não quer que seja efetivado, também é meia verdade, pois se abrir a concorrência para a construção, ela também poderia participar…mas o que valeria no final seria o valor da tonelada transportada por km!!
    -É fato que os governos tanto estadual quanto federal não tem dinheiro para a construção deste empreendimento. Resta saber como seria a participação privada para este novo trecho.
    -Acho mais que justo incluir neste pacote, também o transporte de passageiros, esquecido neste País por muitos governos!!!

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