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Instituto de Curitiba pede que TSE proíba pesquisas com Lula

O Instituto Democracia e Liberdade (IDL), entidade com sede em Curitiba presidida por Edson José Ramon, ingressou com pedido de liminar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo que os institutos de pesquisa – Datafolha, Ibope, Instituto Paraná de Pesquisas e Vox Populi – sejam proibidos de disseminar sondagens de voto que incluam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial. As informações são do Bem Paraná.

No documento, que tem à frente o IDL e o deputado Estadual Luiz Augusto Silva, os advogados alegam que tal procedimento introduz “na esfera de representação do eleitorado uma informação ideologicamente falsa, um dado ideologicamente falso, uma comunicação ideologicamente falsa”.

Em resumo, segundo a entidades, as pesquisas com Lula contribuiriam para a desinformação, “projetando uma pós-verdade”, reproduzindo “uma seriação de fake news”. No documento, é reiterado que se um instituto de pesquisa qualquer procede à divulgação de que um dado “ser imaginário” é candidato, evidente que haverá um nonsense incompatível com a Democracia, alega o IDL.

A iniciativa é um desdobramento de ações iniciadas em julho, quando o IDL enviou uma carta à procuradora Raquel Dodge mostrando sua preocupação com relação ao assunto. Ainda, solicitando com base na atual legislação eleitoral e instruções normativas do TSE, a intervenção do Ministério Público para exercitar seu poder de defesa institucional e requerer da justiça que proíba os institutos e entidades promotoras e realizadoras de pesquisas de nelas constarem o nome de pessoas sabidamente inelegíveis por lei.

Dodge afirmou dias depois que o Ministério Público iria ajuizar ações de impugnação contra todos os políticos cuja candidatura esteja vetada pela Lei da Ficha Limpa, incluindo os condenados por órgão colegiado. Também determinou que os procuradores do Ministério Público impugnassem as candidaturas “fichas sujas” registradas até 15 de agosto.

Ainda em julho, o presidente do IDL, Edson José Ramon, teve audiência em Brasília com o ministro Luiz Fux, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, a quem entregou ação em que o Instituto pedia que o órgão determinasse de ofício, sob pena de desobediência, que os órgãos de pesquisa eleitoral se abstenham de incluir em suas sondagens eleitorais nomes de candidatos que são inelegíveis à luz da Lei da Ficha Limpa.

8 Comentários

  1. Instituto Democracia e Liberdade solicita liminar jurídica para censurar as pesquisas eleitorais. Essa sim é que é uma concepção original de democracia e liberdade! Quando li a postagem lembrei na hora do ensaio de Roberto Schwarz “As ideias fora do lugar”, sobre a associação das ideias liberais com a defesa da escravidão no Brasil do Segundo Império. Agora é a combinação de liberalismo e censura. Muito interessante.

  2. Essa sim é que é uma concepção original de democracia e liberdade! Quando li a postagem lembrei na hora do ensaio de Roberto Schwarz “As ideias fora do lugar”, sobre a associação das ideias liberais com a defesa da escravidão no Brasil do Segundo Império. Agora é a combinação de liberalismo e censura. Muito interessante.

  3. Lamentável que um Instituto com este nome “Instituto Democracia e Liberdade IDL”, solicite a proibição de que os institutos de pesquisas coloquem o nome de LULA nas consultas aos eleitores, afinal de contas a chapa do PT já foi impugnada? Perguntar não ofende.

  4. Essa foi a melhor que pude presenciar, preso e condenado tem mais é que ficar no isolamento das prisões e não ficar participando das mídias sociais e das grades da imprensa,muito
    boa

  5. Aleluia…!!! Uma mente brilhante…!!! Parabéns Edson Ramon, finalmente alguém inteligente como você TOMOU a iniciativa que MILHÕES de paranaenses querem..Finalmente alguém vai nos resgatar a VERGONHA MUNDIAL que passamos com um presidiário incluído ilegalmente em pesquisas eleitorais no BRASIL. (até achei que só eu pensava assim).

  6. Esta é uma grande prova de que a criminalidade compensa no Brasil ! Os eleitores inteligentes deveriam se recusar a responder este tipo de pesquisa.

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