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Maniqueu cego

Um homem, pobre diabo, tentou assassinar Jair Bolsonaro. Ninguém sabe ao certo quais as suas motivações, se as que desenvolveu quando era militante de uma horda de esquerda primária ou as que recebeu desde que passou a frequentar um culto religioso de baixa extração. Tanto faz, no fundo é a mesma coisa. O agressor é um homem doente. Desses que encontram nas crises o ambiente propício para aflorar seus desatinos e na frustração da maioria a justificativa para atos extremos.

Adélio Bispo de Oliveira, autor do atentado, logo desaparecerá na poeira da história. Ficará seu gesto tresloucado. Como todo terrorista, é um maniqueu cego. A estupidez é o seu guia. Tão tosco que não consegue operar com conceitos como o de democracia, nem tem clareza sobre o bem maior que é a liberdade. Certamente imaginou que passaria a ser uma figura destaque na multidão de néscios ao esfaquear o candidato mais polêmico desta eleição presidencial.

Bolsonaro representa outro extremo. A direita canhestra, sem luzes, movida à ignorância e preconceitos bárbaros. Defende teses que prosperam porque ele tem a capacidade dos populistas: sabe explorar os sentimentos menores e os conceitos simplórios do senso comum. Sensibiliza a parcela da população que sofre de patologias sociais típicas de nosso atraso.

De tudo, fica em mim apenas a certeza de que fracassamos. Atentados, bombas, tocaias, sequestros, assassinatos turvam as minhas esperanças. Sou invadido pela sensação de impotência diante de notícias como essa. Nós, os de minha geração, cheios de ingênuo voluntarismo, pretendíamos mudar o mundo para purgá-lo dos demônios da miséria humana. Acreditávamos que a esta altura estaríamos livres da intolerância e de fundamentalismos. Examino a trajetória da espécie e vejo que não avançamos um milímetro. Ao contrário, recuamos sobre nossos próprios passos de volta às cavernas.

15 Comentários

  1. Melhor o autor mudar-se para o Irã. Quem sabe lá encontre encontre a paz que o descanse nesse floreio democrático.

  2. O que quer dizer “pobre diabo” e “culto religioso de baixa extração”?
    Como sabemos como viviam as pessoas nas cavernas? A democracia não é superar estes preconceitos sobre os “outros”?

  3. Discordo.

    Em minha opinião o bandido é um esquerdista que opera consoante normas da esquerda.

    O comunismo foi responsável por cerca de 200 milhões de mortes na história recente.

    Na minha opinião é um sujeito que faz parte de um grupo muito maior e que seguiu instruções e normas.

    E a imprensa trata o bandido como coitadinho.

    Realmente a sua geração falhou! E muito. Basta ver seu próprio texto.

  4. E o candidato, da poltrona da UTI, faz o gesto de metralhadora apontada!! Seu recado é inequívoco: – VOCÊS FALHARAM!! ME AGUARDEM!!!

  5. PERGUNTAR NÃO OFENDE: PORQUE UMA LEGIÃO DE MILITARES E POLICIAIS ESTÃO MIGRANDO PARA A POLÍTICA?KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!

  6. Querer convencer o povo brasileiro, apos todas as imagens que demonstram claramente a atuaçao de no minimo quatro elementos, sendo que uma era mulher, é mais preocupante do que a propria facada em si. Hora, se a midia esta se fazendo de mouca e cega, chegamos a conclusao de que ha um interesse maior na eliminaçao do Bolsonaro como candidato. Isso levara o Brasil a um caminho vergonhoso, aonde seu povo sera sempre pobre e insignificante. O que realmente ha por traz de tudo isso? Convem pensarmos com clareza.

  7. Lama travestida de imprensa Responder

    Ou seja, é um pobre diabo, deixa assim.Não investiguem a fundo, que podem chegar aos meus amigos/patrocinadores.

  8. Cego, mas com um laptop de última geração.
    Cego, mas treinando tiro.
    Cego, mas pagando 30 dias em dinheiro adiantado a pensão.
    Cego, mas com celular, facebook e viagens.
    Quem é O cego MESMO?

  9. Aroldo Felberg Responder

    Maniqueu cego ou alguém como Carlos, o Chacal? Talvez a mistura dos dois. Também dá a impressão de que a oportunidade dele agir(entrar em cena) surgiu bem antes do esperado.

  10. romualdo carignano Responder

    Não é um pobre coitado. É um bandido que planejou sua ação, só ainda não sabemos (se é que vamos saber) se agiu por conta própria ou a mando de alguém, o que é mais provável.

  11. MILITONTO MORTADELA Responder

    ESSE PEDREIRO ELE E UM INJUSTICADO UMA POBRE VITIMA DA SOCIEDADE DIREITISTA INTOLERANTE CAPITALISTA REACIONARIA ESCRAVOCRATA GOUPISTA ENTAO MERECE RECEBER TODA SOLIDARIEDADE DOS QUATRO ADVOGADOS QUE O DEFENDEM PORQUE ELE NAO PASSA DE UMA VOZ CALADA NA MULTIDAO QUE CLAMA COM UM GRITO SURDO PELA VOLTA DE DILMA INTELECTUAL CORACAO VALENTE E LULA O HOMEM MAIS ONESTO DO MUNDO QUE O TIPLEX NAO EH DELE E O SITIO DE ATIBAIA EH DE UM AMIGO DELE ENTAO QUANDO O PARTIDOS DO TRABALHADORES ESTIVER DE VOLTA NO PLANALTO LEVAREMOS O BRASIL A CONDICAO DE NACAO IGUAL A CUBA VENEZUELA NICARAGUA COREIA DO SUL ONDE O POVO EH LIVRE E FELIZ E AMA O GOVERNO SINTO MUITO SE SOU POLENICO SO FALTOU DIZER NAO VAI TER GOUPE!

  12. xiru de palmas Responder

    Marcelino Bispo de Melo
    João Dantas
    Paiva Manso
    O primeiro tentou matar o presidente Prudente de Morais e acabou matando o Ministro da Guerra.
    O segundo matou João Pessoa
    E o terceiro matou Pinheiro Machado
    Estes tres casos onde se atentou contra a vida de figuras políticas a motivação foi o excesso de de violência que permeava o meio político.
    Marcelino Bispo e Paiva Manso agiram, segundo a história, por iniciativa própria, não se comprovando a existência de algum complô partidário para tal. João Dantas, segundo ficou comprovado foi um crime passional, mas tambem influenciado pela beligerância política da época. João Pessoa foi candidato a vice presidente na chapa de Getúlio Vargas em 1930, numa eleição nitidamente fraudulenta, que desembocou na revolução de 1930.
    É inacreditável que os candidatos, suas equipes de mídia e propaganda, seus aconselhadores de campanha não tenham a capacidade de avaliar o que os atos de seus candidatos provocam na população.
    A ignorância explicitas nas redes sociais, onde os mais idiotas dos eleitores postam mensagens de agressividade contra os candidatos (e seus eleitores) quem não gostam, causam transtornos muitas vezes inexplicáveis.
    Tenho convicção de que o lamentável caso com o candidato Bolsonaro não passou de uma ação isolada de um indivíduo, ou perturbado por esta avalanche de agressividades ou querendo ter seu lugar na história.
    É lamentável ver-se em toda a nossa volta gestos de agressão.
    Democracia é liberdade de agir, mas a obrigatoriedade de respeitar o direito de seu semelhante.
    Posso afirmar, com a maior absoluta certeza de que candidatos e eleitores que agem com esta agressividade não desejam ou não tem a mínima idéia do que seja, realmente, uma democracia.
    Pobre Brasil.

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