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Campagnolo torce por segundo turno

por Aroldo Murá

Edson Luiz Campagnolo, presidente da FIEP, e que por meses foi dado como forte nome para ocupar a posição de vice na chapa de Ratinho Junior, não está vivendo um silêncio obsequioso. Parece estar se recuperando dos sucessivos encontros, reuniões, viagens e manifestações que fez com e pelo candidato do PSD/PSC.

Mas, se não manifesta preferências políticas, “especialmente porque reassumi a Federação das Indústrias”, também só não poupa de críticas pessoas envolvidas em velhos esquemas políticos e constantemente citadas em escândalos de corrupção. Diz que políticos como esses foram responsáveis pela sucessão de mentiras, boatos e intrigas que acabaram por retirá-lo da montagem da chapa de Ratinho Junior.

Campagnolo cutuca direto: “Pessoas com esse histórico e obra nada recomendáveis, jamais poderiam ter tido a acústica que tiveram na montagem da chapa de Ratinho Junior. Hoje posam como cidadãos de bem.

Tristes contrastes de uma política contra a qual sempre me insurgi. É a própria imagem da velha política que o Brasil quer exorcizar”.

Deixa no ar uma pergunta: “Não teria sido, porventura, essa minha desabrida posição que gerou tantas intrigas de que fui vítima, boa parte delas desmentida pelo próprio Ministério Público do Estado que jamais me investigou?”

SEM MÁGOAS

Edson Campagnolo garante que não é um homem de mágoas, até por sua formação espiritual evangélica, assegura.

No entanto, nesta segunda-feira, falando à coluna, recordou que já explicou “muito bem, como já foi publicado na Gazeta do Povo”, os episódios que envolveram a venda sua empresa a um grupo canadense, cancelada, depois da descoberta de golpes que o grupo dera em outras empresas brasileiras. Foi a partir daí, recordou, que se acentuaram boatos tentando comprometê-lo como empresário e homem público aspirante à vice de Ratinho Junior.

Se não cultiva mágoas, Campagnolo não deixa, no entanto, de lamentar o que ele classifica de “desrespeito”, por não mais ter sido procurado por Ratinho Junior, de quem chegou a ser “forte e irrestrito aliado”.

APENAS DECEPCIONADO

Campagnolo admite, por outro lado, não ter absorvido “a decepção” pela maneira como Ratinho Junior conduziu a questão de sua postulação a vice. Não aceita a desculpa de que o candidato a governador, assim como e seu staff imediato, desconhecesse a relação de documentos que ele, Campagnolo, lhes entregara em mãos no dia 6 de junho, sobre o “embroglio” causado pelo grupo empresarial canadense.

Cita que a documentação, uma alentada exposição de fatos, foi por ele entregue naquela data a Ratinho Junior e a Ortega.

Isso ocorreu, porque havia preocupação, disse Campagnolo, em preveni-los sobre o ocorrido, para evitar explorações eventuais (como depois ocorreram) sobre os fatos comerciais narrados.

Na avaliação de Campagnolo, a explicação dada pelo staff de Ratinho Junior e o candidato, no começo de agosto, de que desconheciam eventuais complicadores para a indicação do líder empresarial, não procede, “pois todos estavam sabidamente avisados dos problemas”.

Depois, lamenta, foi preterido na outra postulação, ao Senado, em 5 de agosto, quando Ratinho Junior assumiu compromisso com Alvaro Dias de apoiar apenas um candidato, o professor Oriovisto Guimarães, do Podemos.

SEGUNDO TURNO

O presidente da FIEP acredita que o ideal é que se tenha no Paraná um segundo turno na corrida para o Governo. Acha que isso pode estar a caminho. Assim, avalia como “saudável” o crescimento “muito perceptível”, das candidaturas de Cida e João Arruda.

Se não trabalha para nenhum dos candidatos ao governo, Campagnolo faz questão de torcer para ampliação do debate político que um eventual segundo turno propiciaria.

4 Comentários

  1. Sem mágoas com o Ratinho Jr, mas torcendo por um segundo turno.
    Como é que uma figura tão mal preparada é o superintendente da FIEP?
    Ele ainda não explicou aquelas histórias mal contadas, que motivaram seu desligamento de vice do Ratinho e voltou correndo pra FIEP, pra não largar do osso. É uma piada pronta esse sujeito.

  2. eleitor desmemoriado Responder

    O presidente do clube dos milionários parece estar lambendo feridas, porque querer um segundo turno quando apoia um dos candidatos ao trono do Palácio Iguaçu é uma incoerência. Mas para um cara que há 4 anos atrás corria atrás da Crazy Hofman insistindo em ser o vice dela tudo é aceitável, até querer que o seu candidato do coração não seja eleito no primeiro turno

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