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Cota para mulheres não tem resultado eleitoral esperado

A cota de 30% das candidaturas para mulheres, estabelecida por lei desde 2009, nas eleições proporcionais não resultou em votos nas urnas e é cumprida de forma meramente formal pelos partidos. É o caso do Paraná: 33 partidos, coligados ou não, participaram da disputa às 54 cadeiras na Assembleia Legislativa e 27 às 30 cadeiras na Câmara dos Deputados. Nos 10 partidos mais votados, a média de seis candidatas ficaram entre os 10 últimos colocados no pleito. Há partidos com nove, oito, sete candidatas entre os 10 últimos votados.

O resultado pode ter algumas interpretações, mas a principal delas é que os partidos lançam candidatas sem expressão ou densidade eleitoral ou até mesmo “laranjas” que não usam os recursos do fundo eleitoral. Na campanha de outubro, uma candidata chegou a ingressar na justiça eleitoral denunciando seu partido por reter recursos destinados, por lei, à sua campanha.

O resultado também não mexeu na representação das mulheres nas duas casas de lei. Na eleição de outubro foram eleitas quatro mulheres a Assembleia Legislativa: Maria Victória (PP), Cristina Silvestri (PPS), Mabel Canto (PSC) e Luciana Rafagnin (PT). A novidade é a advogada Mabel Canto já que Maria Victória e Cristina Silvestri foram reeleitas e Luciana Rafagnin, ex-deputada. São 7,47% das 54 vagas. Em relação a eleição de 2014, é uma vaga a mais, já que Cristina Silvestri, nesta legislatura, estava na condição de suplente.

O quadro na Câmara de Deputados é um pouco mais animador. Em outubro, foram eleitas cinco deputadas: Gleisi Hoffmann (PT), Christiane Yared (PR), Luísa Canziani (PTB), Leandre (PV) e Aline Sleutjes (PSL). A novidade é a agente administrativo Aline Sleutjes, eleita no partido de Jair Bolsonaro. São 16,6% das 30 vagas paranaenses no legislativo federal. Gleisi preferiu a disputa a Câmara dos Deputados ao Senado. Christiane Yared e Leandre foram reeleita e Luísa Canziani é filha do deputado Alex Canziani (PTB), candidato ao Senado na última eleição.

4 Comentários

  1. esta porra de cotas-e a maior babaquice ou uma das muitas q o pt legou goela abaixo do nosso povo-nao servem para nada a nao ser cultivar a falta de vontade de progredir por seus proprios meritos-tira do jovem a vontade de lutar pois a facilidade enseja este resultado-rogo ao bom Deus q ilumine o capitao e q ele acabe com esta inutilidade

  2. Caro Fábio, essa lei da participação das mulheres no legislativo é mais uma daquelas leis que não pegam. E não pega porque o stablishement politico nacional, dominado pelos homens, assim não deseja. Correm o risco de perder as vagas para as mulheres. Como elas são inocentes nesses ambientes, são tragadas pelas manobras excludentes, começando pela ausência de recursos financeiros eleitorais específicos para as campanhas de suas candidaturas. É só comparar os valores demonstrados pelos candidatos e compará-los com os valores das candidatas. É uma afronta, um desrespeito, tal como um estupro que fizeram com as candidatas. O correto é garantir 30,0% das cadeiras dos legislativos para as mulheres, e na apuração considerando as melhores votações até preencherem as cadeiras determinadas. Isso pode ocorrer já em 2020, eleição municipal, caso as autoridades assim desejem, e superem as restrições dos políticos mandatários do sistema legislativo e eleitoral. Atenciosamente.

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