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Bittar sobre o sítio de Atibaia: ‘Obras simples, superdimensionadas’

O empresário Fernando Bittar, proprietário legal do Sítio de Atibaia, prestou depoimento ontem para juíza Gabriela Hardt, substituta de Sérgio Moro nas ações da Operação Lava Jato. Disse que sempre achou que Lula estava pagando as obras do sítio – e não as empreiteiras. “Eu imaginei que eles estavam pagando, na minha cabeça não tinha nada de ilícito, porque o presidente Lula saiu com uma popularidade grande, as pessoas queriam agradar ele […] Eu não queria obra, eles que precisavam, então, eles que pagaram as obras. Obras simples, que foram superdimensionadas. Nada que salte aos olhos”.
Bittar falou sobre a relação de carinho que tem com a família Silva. Amigo desde a infância, o empresário de refere a Marisa Letícia, esposa falecida de Lula, como “tia” e disse que a ex-primeira-dama foi autorizada a fazer as mudanças.
O empresário reforçou a relação de convívio com a família Silva, contando que datas comemorativas como Natal e Ano Novo eram celebradas em união no sítio. Além disso, quando começou a negociar a venda da propriedade, deu “carta branca” para Marisa. “Dei carta branca para ela, pra ela fazer a cozinha. Nesse período eu já estava querendo vender o sítio e meu pai sempre barrando, falando que não […] Ela falou ‘não se preocupe deixa que eu resolvo isso’. E foi ela que pagou a obra. Eu ia justificar, mas na minha cabeça já estava no processo de venda para eles”, explicou.


Na ação penal, Lula e outras 12 pessoas (incluindo Bittar) são acusados de lavagem de dinheiro e corrupção por terem recebido obras de melhorias na propriedade rural, feitas pelas empreiteiras OAS e Odebrecht em troca de vantagens indevidas em contratos. De acordo com o Ministério Público Federal, o local pertencia ao ex-presidente Lula e Bittar seria um “laranja” na documentação. Conforme o empresário, a propriedade foi comprada com recursos próprios e cedida, a partir de 2011, para que Lula guardasse o acervo presidencial.

Ainda segundo Bittar, após Lula ser diagnosticado com câncer em 2012, a permanência do ex-presidente no sítio aumentou. “Ele frequentava muito, inclusive com autorização do meu pai. Ele fez o tratamento lá, porque se ele ficasse em São Bernardo teria gente que iria querer visitar, não poderia falar ‘não’. Lá (no sítio) o clima também é agradável, mais tranquilo, então ele fez todo tratamento lá”, destacou.

Bittar revelou que, por diversas vezes, passou as noites com Lula na propriedade durante o tratamento. “Eu ficava com ele, dormia perto dele, porque ele sofria, chorava, tinha frio e tinha fome. Não tinha gente para fazer”, contou.

Também prestou depoimento nesta segunda-feira o ex-funcionário do Planalto, Rogério Pimentel, que era responsável pelo acervo presidencial. Ele reforçou que Bittar cedeu o sítio para Lula guardar o acervo. “Eles não tinham onde guardar o material, chegou a informação que Fernando Bittar ia comprar um sítio, e cedeu espaço para colocar lá”, disse.

O terceiro a falar nesta segunda foi o advogado Roberto Teixeira, supervisor das negociações de compra e venda do sítio de Atibaia.

Na próxima quarta-feira (14), o ex-presidente Lula presta depoimento à juíza Gabriela Hardt.

Com informações do paraná Portal.

4 Comentários

  1. Resumindo a finada que tudo indica era mestre de obra. Bitar
    conta outra porque essa nem português acredita.

  2. Já recomendei diversas vezes, que vc contrate um estagiário de jornalismo, que não é caro, para revisar teus textos, porque, apesar de vc ser jornalista, teu português é sofrível…

  3. Por isso sou seu leitor assíduo e admirador. Mesmo críticas à sua pessoa, vc publica

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