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Michelle, a rainha do Google e o desprezo das feministas

Durante a posse do marido, o nome de Michelle Bolsonaro cresceu 5.000% nas buscas do Google. O que os internautas queriam saber? Idade, signo, profissão, se é surda e por aí vai.
Grupos organizados da web que interagiram pouco a respeito de Michelle foram os das feministas. Alguns comentaram, de forma discreta, sobre o ineditismo do discurso da primeira-dama e sobre inclusão. Outros, trataram como marketing. Outros simplesmente desprezaram.
E o que isso quer dizer? Para os grupos que se fecham neles mesmos, não importa o que se fala, mas quem fala – se for da turma, tudo bem; caso contrário, o desprezo.

(Foto: Evaristo Sá/AFP)

6 Comentários

  1. Tem o dado de 5000% nas pesquisas do Google mas não desenvolve melhor sobre a interação das feministas. Da onde veio essa conclusão? Da própria time line do Facebook? De quais grupos está falando? E a questão de ser quem fala de fato é importante. Há uma diferença moral entre uma pessoa que apoia e outra que critica Bolsonaro, é uma diferença de perspectiva de mundo que engloba uma série de coisas. Ela fazer o discurso em Libras não quer dizer que haverá uma representatividade das minorias no governo Bolsonaro, como não haverá. Isso é um factóide para criar notas como essas para atacar os grupos que lutam historicamente por justiça social, que conseguiram, a partir de suas lutas, avanços sociais que permitem equalização.

    Da reportagem da FOLHA DE S. PAULO:

    “A atual Secadi (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão) será desmontada e em seu lugar surgirá a subpasta Modalidades Especializadas. Segundo a Folha apurou, a iniciativa foi uma manobra para eliminar as temáticas de direitos humanos, de educação étnico-raciais e a própria palavra diversidade.”

    Um dia depois do comovente discurso.

    Primeira-dama não é representatividade. Quem está à frente deste governo é a mesma pessoa que disse “mulher tem que ganhar menos porque engravida”; “Quilombolas não servem nem pra procriar”; “Não te estupro porque você não merece”. Mas é mais fácil fazer uma nota atacando as feministas.

  2. O outro comentário, que reproduz matéria da Foice de SP, deve ser um(a) LGBTXYKWZ rancoroso(a)…

  3. Como o comentário acima não está assinado, entende-se que seja de autoria do próprio editor. Mas é bom lembrar os fatos e não pinçar nas entrelinhas dos debates, algumas expressões isoladas e torná-las clichê para qualquer crítica. Fico preocupado com esta posição, já que este espaço sempre se mostrou independente, sem pender para um lado ou outro, especialmente quando se tratava de etnias e minorias,salvo nas situações atípicas(sic) muito próprias de informativos tupiniquins.

  4. antonio carlos Reply

    KKK vamos ver até onde aguentam estes chorões pestistas, para esta gente só é bom quem é da panela, da quadrilha do 51. Mas vai chegar um dia, bem antes de 2022 em que as lágrimas vão secar, ou cegar os chorões. Adoro gente despeitada, invejosa e demagogos, são infelizes em tempo integral.

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