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Dono da empresa assumiu risco de tragédia em apartamento, diz defesa

da Banda B

O advogado Maurício Zampieri, que defende o técnico, Caio Santos, que faria a impermeabilização do sofá no apartamento que explodiu no bairro Água Verde, em Curitiba, no último sábado (29), afirmou em entrevista à Banda B que o proprietário da empresa que prestou o serviço assumiu o risco de que uma tragédia poderia acontecer e que ele deve ser denunciado por homicídio com dolo eventual. “A princípio, o delegado está apurando um crime de homicídio culposo, mas pela minha experiência de 16 anos atuando no Tribunal do Júri, isso aqui vai virar um crime de dolo eventual. Ele assumiu o risco, com certeza”, disse.

“Pelo o que ele diz no depoimento, quando viu na televisão que tinha ocorrido a explosão, ele entrou em contato com o supervisor e falou para ele ir à região do Água Verde, pois achava que poderia ser seu funcionário. Ou seja, ele sabia que o seu produto podia ocasionar isso”, argumentou Zampieri.

Chamou a atenção do advogado também o fato do próprio dono fazer a mistura de produtos para o serviço de impermeabilização e sem antes ter feito qualquer curso técnico para isso. “O que me chamou a atenção no depoimento do proprietário, é que ele aprendeu a fazer o produto de impermeabilização por meio de uma terceira pessoa, portanto nunca teve curso técnico para fazer isso. Sem nenhum critério de segurança, ele mesmo misturava os produtos, engarrafava e colava o adesivo da empresa dele”, explicou Zampieri que conta ainda que o alvará que autoriza a empresa a manusear esse tipo de produto foi solicitado apenas na segunda-feira (1) depois da explosão.

“Ele foi pedir alvará na segunda-feira para a empresa dele poder manusear esse tipo de produto, depois da explosão”, contou. Sobre a afirmação do proprietário de que a empresa seguia todas as normas de segurança, Zampieri disse que isso será refutado. “O proprietário alega que a empresa seguia todos os critérios de segurança com os funcionários e com os clientes, mas essa tese foi refutada pelo supervisor, será refutada também por uma outra funcionária que irei acompanhar e pelo Caio, quando sair dessa situação e que não estava usando equipamentos de segurança”, afirmou ele.

Nenhum suporte da empresa
Zampieri conta que foi procurado pela esposa de Caio e que até agora a empresa não deu nenhum apoio pessoal, jurídico ou financeiro. “Hoje, a esposa do Caio nos procurou, pois até agora a empresa não deu nenhum apoio pessoal, jurídico ou financeiro, nem foram visitar ele no hospital. O Caio acordou agora durante a tarde e disse que não quer nem ver a cara dos donos da empresa no hospital, inclusive proibindo a entrada deles”, relatou o advogado.

Ainda segundo Zampieri, o proprietário também teria empresas em Londrina, Ponta Grossa, Goiânia e Brasília e o supervisor estaria responsável pela parte administrativa da empresa, mas estava sendo treinado também para fazer a impermeabilização e treinar terceiros.

O advogada aguarda os laudos oficiais da criminalística e assim que encerradas as investigações, o inquérito policial será encaminhado ao Ministério Público.

Explosão
A explosão aconteceu na manhã do último sábado (29), na Rua Dom Pedro I. O menino Mateus Lamb, de 11 anos, foi arremessado para fora do apartamento, no sexto andar, e foi parar no térreo. Ele chegou a ser socorrido com vida, mas não resistiu aos graves ferimentos. Mateus era irmão de Raquel Lamb, de 23, que estava no apartamento com o marido, Gabriel Araújo, 29, e o técnico que faria a impermeabilização, Caio Santos, de 30. Raquel e Caio sofreram queimaduras de 3º grau durante a explosão e estão sedados e em estado grave. Gabriel segue com boa recuperação, mesmo assim não tem previsão para alta.

2 Comentários

  1. Qual o nome da empresa?
    É proibido divulgar o nome?
    Na hora de fazer publicidade, as empresas usam todas as mídias possíveis, inclusive Google, Facebook…
    Mas na hora da incompetência, a “cagada” fica no anonimato???

  2. Na vrdd nobres leitores, já havia acontecido outros acidentes envolvendo esse tipo de serviço (inclusive com morte).. Mas as autoridades e a imprensa não deram a devida divulgação social necessária aos esclarecimentos quanto ao perigo.. Quem isso ñ poderia ter sido evitado.. Eis a dúvida..

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