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“É uma aberração”, diz oposição sobre processo eleitoral da FIEP

A chapa Sindicato Forte, Fiep Maior, liderada pelo empresário José Eugenio Gizzi, classfica o processo eleitoral da Fiep como “aberração”. O atual presidente da Fiep, segundo nota distribuída por Gizzi, “estabeleceu um regulamento que prevê que a Comissão Eleitoral deve ser composta e presidida pelo próprio presidente da entidade. E que o secretário da Comissão também deve ser o secretário da entidade”. A eleição está marcada para 14 de agosto.

“Tão somente após a apresentação de impugnação pela chapa liderada por Gizzi, o presidente e o secretário da FIEP decidiram retirar-se da Comissão. Ao assumir a condição de árbitro da eleição – ainda que depois, denunciado, tenha deixado a função –, estava impedido de seguir candidato. Edson Campagnolo havia se tornado inequivocamente inelegível”, continua a nota.

Leia a seguir a íntegra da nota da chapa de Gizzi.

Aberração no processo eleitoral da FIEP

As eleições da FIEP para a gestão 2019-2023 já começaram com uma aberração no processo eleitoral. O Presidente da FIEP, Edson Campagnolo, estabeleceu um regulamento que prevê que a Comissão Eleitoral deve ser composta e presidida pelo próprio presidente da entidade. E que o secretário da Comissão também deve ser o secretário da entidade.

Ocorre que tanto o presidente como o secretário resolveram se candidatar no processo eleitoral, colocando em xeque a independência e comprometendo a imparcialidade da Comissão Eleitoral.

Tanto é verdade, que um dia antes de encerrar o prazo para o registro das candidaturas, a Comissão Eleitoral decidiu mudar uma das regras importantes do processo: a exigência de apresentação de documentos originais de todos os integrantes das chapas. Na véspera, esta regra foi alterada, permitindo a apresentação apenas de cópias dos documentos.

A chapa Sindicato Forte, Fiep Maior, liderada pelo empresário José Eugenio Gizzi, não fez esta solicitação. Então por que houve esta mudança no regulamento nas últimas horas?

Tão somente após a apresentação de impugnação pela chapa liderada por Gizzi, o presidente e o secretário da FIEP decidiram retirar-se da Comissão. Ao assumir a condição de árbitro da eleição – ainda que depois, denunciado, tenha deixado a função –, estava impedido de seguir candidato. Edson Campagnolo havia se tornado inequivocamente inelegível.

Diante do absurdo, foi protocolada impugnação do registro de Campagnolo, também com o objetivo de mostrar ao candidato Carlos Walter, que concorre à presidência pela chapa da ‘situação’, que o limite ético e legal deveria ser respeitado. Não foi o suficiente: Carlos Walter e Campagnolo não viram problema na atuação híbrida do atual Presidente da federação.

Não bastasse toda essa situação surreal, ainda enquanto presidente da Comissão Eleitoral, o presidente da FIEP enviou no dia 28 de maio uma mensagem de áudio para os diretores e presidentes de sindicatos orientando que não fosse utilizada a estrutura da entidade para fins eleitorais, o que é vedado pelo Código de Ética da Federação.

Porém, dez dias após esta mensagem, no dia 8 de junho, Campagnolo gravou a si próprio em vídeo, no ambiente do SESI e SENAI-PR, que passou a circular em redes sociais e grupos de WhatsApp ligados ao eleitorado da FIEP. O conteúdo do vídeo é inequivocadamente eleitoral, em favor de uma chapa: a que ele faz parte.

O vídeo foi gravado quando Campagnolo já era presidente da Comissão Eleitoral, momento em que deixou claro que apoiava e integrava a chapa Foco na Indústria, Fiep para Sindicatos, encabeçada por Carlos Walter.

Diante da gravidade da situação, a chapa Sindicato Forte, Fiep Maior, apresentou uma representação por conduta vedada perante a Comissão Eleitoral. Reconhecendo o absurdo, no dia 1 de julho, a Comissão Eleitoral publicou uma Resolução vedando a utilização do patrimônio do SISTEMA da FIEP, do SESI/PR, do SENAI/PR e do IEL/PR para fins eleitorais.

Entendemos que a FIEP é uma entidade privada, mas não é por isso que está livre para conduzir o processo eleitoral sem respeito a direitos e garantias fundamentais. Os princípios que asseguram uma eleição limpa e justa também devem ser aplicados à Federação, e é o que os industriais de todos os setores e regiões do Estado irão exigir de sua diretoria.

Nas eleições do ano passado, a população demonstrou nas urnas estar cansada da velha política, sinalizando que vai cobrar cada vez mais de seus governantes uma postura séria, regida pela moral e ética. Esta cobrança certamente será feita pelos industriais também em relação a seus representantes nas instituições empresariais.

4 Comentários

  1. É a mais pura verdade!
    Quem trabalhou ou conhece internamente a Fiep sabe dos desmandos do atual comandante. E desses, quem diz não saber, é porque tem o rabo preso ou culpa no cartório.

  2. Álvaro Luiz Scheffer Responder

    A FIEP precisa voltar a ser a Federação das INDÚSTRIAS do Paraná e não de um grupo que tenta se blindar no comando. Precisamos passar a limpo a FIEP. O ESTATUTO precisa ser respeitado.

  3. Industriario Visionario Responder

    Espero que os votantes vejam o erro que é manter a FIEP nas mãos do “Filho do Senhor” e dos seus.

    Mudança já!

  4. Esse sujeito que está na presidência da Fiep envergonha a classe industrial do Paraná. O problema é que o candidato que ele apoia, Carlos Walter, empresário inexpressivo de Maringá, manterá todos os compromissos do atual presidente, como altos salários, nepotismo, viagens de primeira classe, cartão corporativo, carros de luxo, etc. LAVAJATO na FIEP já.

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