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Governo refém dos caminhoneiros

Vera Magalhães, Estadão

O governo Jair Bolsonaro segue refém dos caminhoneiros. Mesmo um dos mais preparados ministros da administração, Tarcísio Gomes de Freitas (Infra-Estrutura), adota a cautela ditada pela dependência política do bolsonarismo com o movimento dos caminhoneiros ao sustar, em caráter cautelar, a tabela do frete –aliás, ela própria uma exigência dos motoristas, que agora estão insatisfeitos com o valor mínimo estabelecido–, passando por cima da ANTT.

Ao apoiar a desde sempre chantagista greve dos caminhoneiros de 2018 mirando dividendos eleitorais imediatos, o bolsonarismo comprou para si uma relação parasitária da qual dificilmente se livrará. Um presidente que fala grosso com praticamente todos os trabalhadores, amacia para os motoristas de caminhões a cada vez que eles ameaçam de novo paralisar o País. O céu é o limite para o que uma categoria pode exigir com instrumentos de pressão dessa natureza e um governo tão disposto a ceder a toda forma de pressão.

2 Comentários

  1. “Refém” ou amigo? Não tem que ter cuidado? Já se esqueceu o que houve no governo Temer com a greve? Fala sério!

  2. O Da. Vera Magalhães vai lavar roupa, pois para jornalista as senhora é uma merda mesmo.

    Todos os governos são reféns de categorias. O problema é que a pimenta só arde no rabo do Bolsonaro, além do que pagar para trabalhar os caras estão de saco cheio.

    De a notícia sem falar merda, e com a realidade que o assunto requer, e não com este ódio vagabundo típico dos jornais e de jornalistas babacas como a senhora de SP.

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