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Produção da ALEP é 369% maior do que mostra reportagem de TV

A Assembleia Legislativa divulgou nesta quarta-feira (7) um relatório completo sobre os projetos apresentados pelos deputados e leis sancionadas, no primeiro semestre deste ano que contestam dados apresentados em reportagem da RPC sobre a produtividade do Legislativo. “Não é verdade que a Assembleia aprovou apenas 26 projetos até 16 de julho. Foram aprovadas e sancionadas 72 leis neste período”, afirmou o presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB). Se for computado o total de leis sancionadas até o final de julho, esse número sobe para 96, representando um percentual 369% maior do que o divulgado pela RPC.

O levantamento apresentado pelo legislativo restabelece a verdade diante das distorções e informações incorretas divulgadas pelo noticiário Boa Noite Paraná, da RPC – afiliada da Rede Globo.

A reportagem exibiu um balanço equivocado na edição de terça-feira (6), informando que os deputados paranaenses apresentaram 541 projetos de lei, mas aprovaram “apenas 26” até o dia 16 de julho.

Audiências – Os dados corretos, no entanto, de acordo com a Diretoria Legislativa da Assembleia, apontam que 96 projetos foram aprovados e sancionados no Paraná, no primeiro semestre, o que representa um volume 369% maior do que o demonstrado pela RPC.

Desse total, foram 72 projetos de lei sancionados até o dia 16 de julho, período analisado pela reportagem. Durante o recesso parlamentar, que terminou no dia 31 de julho, foram sancionadas mais 24 leis ordinárias. A Assembleia também promulgou a proposta de emenda constitucional (PEC) que acabou com a aposentadoria de ex-governadores, apreciou 8 vetos do governador e os deputados apresentaram 2.501 requerimentos.

Há outro número importante que não foi mencionado no levantamento da RPC sobre o trabalho dos parlamentares. No primeiro semestre, foram realizadas 50 audiências públicas para tratar de temas de interesse da sociedade, como a discussão do projeto da Escola Sem Partido e a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que acabou com o pagamento de aposentadoria a ex-governadores do Estado.

“As audiências públicas têm a participação de quem representa a sociedade civil organizada e de especialistas das áreas em debate que levantam os problemas e apontam as soluções. Nós abrimos as portas da Alep para a sociedade vir debater, cobrar de seus representantes, enriquecer nossos projetos”, destacou o 1º Secretário da Alep, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSB).

A Assembleia Legislativa promoveu ainda, neste primeiro semestre, 65 sessões ordinárias, 14 sessões extraordinárias, 21 sessões solenes, além das reuniões semanais das 25 comissões permanentes da Casa.

4 Comentários

  1. Caro Fabio, eu fico com os dados da RPC. Todo o povo Paranaense sabe que a maioria dos projetos aprovados pelos Deputados não têm nenhuma utilidade para a população do Paraná. Fabio, é sabido que hoje todo o dinheiro que a Receita Estadual recolhe e o montante que vem de Brasilia está comprometido com a folha de pagamento dos funcionários públicos ativos e aposentados e pagamento de dívidas. Como os senhores Deputados Estaduais não podem apresentar projetos que envolvem gastos financeiros, eles não têm o que fazer. Algumas sugestões para Vossas Excelência: Hoje no Brasil e no Paraná está havendo um desobediência Tributária. 1 – 1.355.000 (Hum Milhão Trezentos e Cinquenta Cinco Mil), proprietários de carros não pagaram IPVA dos carros em 2019, hoje ando por Curitiba e vejo muitas placas de carros de Balneário Camboriú, lá é 50%, mais barato do que no Paraná. Então por que os Deputados não fazem um projeto para baixar o IPVA? 2), Hoje a maioria dos empresários do Paraná no final do mês apresenta a GIA/ICMS e não recolhe o ICMS, porque não têm dinheiro, será que os impostos não estão muito altos? 3- Como os nobres Deputados não têm serviço sugiro que trabalhem somente semana por mês, consequentemente vão receber somente uma semana. 4 – Outro fato que os Deputados deveriam fazer é procurar os Prefeitos e Secretários de Saúde dos municípios e orientá-los a pagar no máximo 10.000,00, para os médicos e dentistas, hoje a maioria recebe mais de 30.000,00, por isso que as Prefeituras estão quebradas. Em suma o povo não aguenta mais pagar impostos.

  2. 369%, 835%, 927%. Pode colocar qualquer imundície (índice) de projetos aprovados, pois 0 de utilidade vai aceitar qualquer %.

    O projeto legal seria diminuir pela metade a quantidade de deputados
    (seria um bom projeto, ótimo seria diminuir 80%)

    O projeto legal seria diminuir pela metade os cargos em comissão e assessores – aspones
    (seria um bom projeto, ótimo seria diminuir 100%)

    o projeto legal seria cotas para negros e mulheres para o cargo de deputados
    (seria um bom projeto, ótimo seria não existir necessidade de cotas)

  3. Professor Campo Mourão Responder

    Um reparo, pequeno mas importante reparo, no brilhante comentário acima: o comprometimento da Receita é provocado pelos milhares de cabos eleitorais premiados com gordos cargos em comissão, em detrimento dos servidores públicos profissionais, de carreira.

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