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Mensagens de Deltan não comprovam inocência de Lula, diz PGR

da VEJA

Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República interino, Alcides Martins, se manifestou contrário ao compartilhamento de provas obtidas pela Operação Spoofing, que mirou suspeitos de terem hackeado o procurador da Lava-Jato Deltan Dallagnol. A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a inclusão das mensagens em recurso de seu pedido de liberdade – negado pelo ministro Edson Fachin –, argumentando que as mensagens trocadas entre Dallagnol e procuradores da operação comprovariam a parcialidade da força-tarefa. No documento, Martins afirma que as mensagens obtidas pelos hackers e publicadas pelo site The Intercept Brasil configuram-se como prova ilícita, e que, mesmo que pudessem ser utilizadas, não atestam a inocência do ex-presidente.

“Tais mensagens não contêm qualquer elemento apto a afastar as teses acusatórias (e as provas que a sustentam) subjacentes a cada um desses processos – o que ocorreria, por exemplo, se de uma delas se extraísse que a principal prova que sustentou o decreto condenatório foi forjada”, pondera Martins no documento. “Ainda que se admitisse a utilização, nestes autos, da ‘prova ilícita’ de que ora se trata, isso não beneficiaria Luiz Inácio Lula Da Silva nos moldes pretendidos pelos impetrantes, e, tampouco, teria o efeito de lhe devolver a liberdade”, escreveu.

No pedido de revisão da decisão contrária a seu habeas corpus ao ministro Fachin, Lula pede a anulação dos processos que responde na Justiça. O petista argumenta que as mensagens do procurador e do ex-juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, divulgadas pelo site confirmam que Lula foi “vítima de conspiração”. Segundo a defesa do ex-presidente, o Power Point que ligava o ex-presidente aos crimes cometidos na Petrobras, apresentado por Dallagnol, tinha “como claro desígnio promover o linchamento moral do paciente e sua falecida esposa”.

7 Comentários

  1. BENEDITO MACIEL DE GOES Responder

    – Primeiro, não sou petista. Segundo, não comprovam mesmo, mas comprovam algo muito pior que é a afronta aos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório, bem como, do devido processo legal, o que é inconcebível em um Estado Democrático de Direito, ainda mais, quando a afronta foi feita por quem devia a tem a responsabilidade de zelar pelos princípios insculpidos em nossa carta magna.

  2. BENEDITO MACIEL DE GOES Responder

    – Primeiro, não sou petista. Segundo, não comprovam mesmo, mas comprovam algo muito pior que é a afronta aos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório, bem como, do devido processo legal, o que é inconcebível em um Estado Democrático de Direito, ainda mais, quando a afronta foi feita por quem devia a tem a responsabilidade de zelar pelos princípios insculpidos em nossa carta magna.

  3. Independente de quem seja o réu, o julgamento tem que ser imparcial e conduzido dentro da legalidade, do contrário o Réu não vê motivos para o arrependimento, pois alvo de justiceiros que também violam a lei.

  4. Roberto bechetto Responder

    A lava jato mostrou exatamente de como funcionava distribuição de dinheiro entre os partidos e empresa e agora o Brasil está no buraco por uma série de ideologia de domínio.

  5. Benedito, nossa “carta magna” já é uma afronta em si, a pior constituição já escrita, muito direito e pouco dever, para pegar este tipo de bandido tem que passar por cima mesmo, afronta maior é roubar mensagens privadas e usar isto para soltar o lularápio, e duvido muito que voce não seja petista, está bem na cara…

  6. Não comprovam mesmo. Mas isso é irrelevante diante da violação de princípios elementares do direito. O que foi revelado pela vaza jato é uma mancha negra na toga de Themis e das instituições da justiça brasileira, que beiram os processos de Stalin e de Hitler contra seus inimigos.

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