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Weintraub fala que República foi golpe e enaltece D. Pedro 2º

O ministro Abraham Weintraub (Educação) publicou uma foto em sua conta no Twitter na manhã desta sexta-feira (15), feriado da Proclamação da República, e afirmou na legenda que trabalhar é “a melhor forma de ‘comemorar’ o primeiro golpe de estado no Brasil”. As informações são do Poder360.

A imagem mostra uma reunião com participação de diversas autoridades, como os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil) –com um chimarrão na mão–, Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) e Osmar Terra (Cidadania).

De acordo com Weintraub, foi “o amigo” Onyx Lorenzoni que “convocou a reunião para discutir projetos sociais”. O ministro da Educação afirma que haverá “novidades em breve”. O próprio ministro da Casa Civil também compartilhou uma foto do encontro: “Para nós é dia de trabalho. Bom feriado a todos!”, escreveu ele.

3 Comentários

  1. antonio carlos Responder

    E foi mesmo, porquê, restava alguma dúvida? Ninguém sai do governo da noite para o dia sem mais nem menos, que eu saiba Dom Pedro II não renunciou à condição de imperador do Brasil.

  2. HORA DA VERDADE Responder

    APENAS FALOU A VERDADE. ………

    Os membros do Governo Provisório, pelas lideranças de Rui, Quintino Bocayuva e Benjamim Constant, s e c r e t a m e n t e a c e l e r a r a m a organização do Congresso Constituinte, porquanto já estavam “temerosos dos atos de arbítrio e de desatino administrativo do Marechal, trataram de abreviar a elaboração da Constituição republicana, para pôr termo a ditadura” como aconteceu com “decreto de juros exorbitantes a empresa contratante do saneamento do Rio de Janeiro” que o então Ministro do Interior, Cesário Alvin se recusou a assinar, e “projetos onerosos e temerários como o do Porto de Torres”.
    Foi instalado o Congresso Constituinte em 15/11/1980, com 205 deputados e mais 63 senadores, para criar a republica presidencialista nos moldes da Constituição Americana como se dizia, pois que já tinha sido transplantada na Argentina. Com a maioria de militares e presidencialistas foi este o sistema de governo adotado.
    Num alentado discurso no dia 16/11/1890, Rui Barbosa, assim asseverou: “Contribuir para a celeridade destes debates é prestar à Nação o serviço mais útil, que ela na conjuntura atual, poderá receber dos seus melhores amigos, dos seus servidores mais esclarecidos”.
    “Nossa primeira ambição deve consistir em entrar já na legalidade definitiva, sem nos deixar transviar…”(Obras Completas de Ruy, vol.XVII, tomo “, pags.371-5)
    Felisberto Freire – MATERIA CONSTITUCIONAL DO BRASIL, 1895, vol 3º, pag, VI-VII, assim esclarece a influência do golpe militar que derrubou o Império:
    “Como classe armada, não poderia deixar de ser por sua vez objeto de prescripções constitucionais. O direito publico havia de prescrever preceitos que as affectassem e então é bem visível a falta de liberdade de que se ressentiram todas as discussões que affectaram a classe, por parte do elemento civil do congresso. Não é que os que nele tiveram assento impozessem essa restrição à liberdade de discussão. Não. Ella veio como uma consequência inevitável da situação política, que bem se pode definir pelo predomínio da classe militar sobre qualquer outra, baixando consideravelmente a cotação politica do jurista. E isto constitue um dos factos mais expressivos da vida do governo republicano.”
    Aliomar Baleiro – A CONSTITUIÇÃO DE 1891, Brasília 1987, pag,16, destaca com ênfase que:
    “Esse aspecto, ligado ás origens militares do golpe de 15 de novembro de 1889, tendia a instilar no regime brasileiro, germes do militarismo das republicas espano-americanas da vizinhança do continentes, afastando do modelo desejado, – o dos E.Unidos” …. “Desde o primeiro dia, após a proclamação da República, os positivistas que tinham infiltrações nos círculos M I L I T A R E S de implantar no país a “ditadura científica” das ideias filosóficas e políticas de Augusto Conte”

  3. Os analfabetos não devem ser discriminados e o ministro da educação é apenas mais um deles.
    Mas para compensar o governo tem outro ministro, muito festejado pela sua cultura econômica que apresentou na semana passada uma proposta de taxar os desempregados para financiar o programa de estímulo ao emprego. Portanto, não são só os ministros analfabetos que são suscetíveis de mergulho no perigoso terreno da galhofa.

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