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Autoridades dos EUA sabiam que 737 MAX tinha potencial de acidentes antes de queda na Etiópia

G1

Autoridades dos Estados Unidos permitiram que aviões do modelo Boeing 737 MAX continuassem em operação mesmo após um relatório da própria Administração Federal de Aviação (FAA) concluir que novos acidentes poderiam ocorrer se não fossem corrigidas falhas no projeto da aeronave.

O documento, obtido nesta quarta-feira (11) pelo “Wall Street Journal”, foi resultado de uma investigação feita em novembro de 2018 — semanas depois da queda de um Boeing 737 MAX da Lion Air na Indonésia, que resultou na morte de 189 pessoas.

A análise da FAA que pedia mudanças no projeto do 737 MAX é, portanto, anterior à queda de outra aeronave do mesmo tipo na Etiópia, quando 157 pessoas morreram no acidente da companhia Ethiopian Airlines.

“Estava claro desde o começo que as condições eram inseguras”, afirmou um porta-voz da FAA ao “Wall Street Journal”.

Mesmo com o alerta, somente depois do acidente na Etiópia a FAA determinou a suspensão das operações com o Boeing 737 MAX. Empresas e autoridades de outros países no mundo seguiram a orientação — no Brasil, a Gol, única a operar o modelo, interrompeu as viagens com aeronaves do tipo.

Em nota, a Boeing disse que a análise feita pela FAA em novembro determinou que os procedimentos adotados pela empresa foram suficientes para “permitir a operação da frota MAX até que alterações no software MCAS pudessem ser implementadas”.

Ainda de acordo com a Boeing, a fabricante fez uma análise semelhante à promovida pela FAA e que chegou a conclusões “consistentes” com os resultados da agência norte-americana.

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