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88% dos brasileiros apoiam demissão de servidor público

Para 88% dos brasileiros, os servidores públicos que não fazem 1 bom trabalho deveriam ser demitidos, mostra a pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo (19) pela Folha de S.Paulo. Por outro lado, 58% dizem acreditar que a garantia de estabilidade faz com que eles produzam melhor.

Os dados mostram que são 91% os que dizem que os servidores deveriam ter seu trabalho avaliado constantemente e ser recompensados de acordo com o seu desempenho, como acontece em empresas privadas. O mesmo percentual se aplica aos que avaliam que eles precisam de apoio para se desenvolver como profissionais e realizar melhor o trabalho.

A pesquisa foi encomendada pela Fundação Lemann, Fundação Brava, Instituto Humanize e República.org, entidades civis que formaram uma aliança para trabalhar na melhoria da gestão pública de pessoas. Ela foi realizada de 8 a 14 de maio de 2019, com 2.086 pessoas em todo território nacional, em todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Atualmente, funcionários públicos têm estabilidade garantida –a demissão ocorre por meio de processo administrativo burocrático. A possibilidade de mudar isso tem sido discutida pela equipe econômica do governo para o projeto de reforma administrativa.

Em 6 de fevereiro, o presidente Jair Bolsonaro disse a jornalistas na saída do Palácio da Alvorada que o texto que o governo vai enviar ao Congresso Nacional deve retirar a estabilidade somente para os novos servidores –quem já é concursado hoje não perderia o benefício. “A gente não pode apertar o projeto nesse sentido porque muita gente vai dizer que está quebrando a estabilidade de 12 milhões de servidores, a gente não quer esse impacto negativo na sociedade”, afirmou.

A pesquisa mostra ainda que 72% acham que há pessoas bem preparadas em cargos importantes do governo, como direção de hospitais e de escolas. Menos da metade dos entrevistados demonstraram interesse em trabalhar em cargos de confiança do governo de suas cidades: 43%.

– Informações do Poder360.

3 Comentários

  1. leitor de Maringá Responder

    Há uma grande quantidade de políticos no país que alcançaram altos cargos sem nunca nas suas vidas profissionais terem que bater cartão ponto ou submeterem-se a concorridos e difíceis concursos públicos. Na era pós Lava Jato onde foi desnudada a grande corrupção na política brasileira resolveu-se escolher um bode expiatório para os problemas do serviço público nacional: os servidores públicos concursados de carreira. Ou seja, o que o povo viu na Lava Jato foi a prisão de deputados, senadores, governadores e até ex-presidentes. Mas a culpa pelas mazelas do serviço público é dos policiais, militares, professores, servidores da saúde e todos os demais servidores de carreira.
    Quanta hipocrisia.

  2. Doutor Prolegômeno Responder

    O Brasil é o paraíso dos barnabés, especialmente, os altíssimos barnabés de luxo, muitos com 60 dias de férias, carros oficiais, taifeiros, motoristas, aspones e mordomias à mancheia. A CF 88 criou uma casta de marajás vitalícios, estáveis, inamovíveis, etc, etc, etc… São barões, condes e duques estaduais e federais que pouco produzem pelo país, em comparação à suas soldadas régias.

  3. O povo é realmente paradoxal, 58% acredita que a estabilidade é positiva para o bom desempenho do servidor público, ao mesmo tempo que 88% deste mesmo povo acredita que o servidor leniente merece ser demitido. E 91% acredita que uma avaliação constante é boa e o servidor deve receber mais por isto, o que é um tremendo equívoco, pois fui servidor público e os critérios de avaliação não eram nada objetivos, tinham muito sim de subjetividade. Sou pelo fim da Estabilidade no Serviço Público, ela é um Câncer.

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