Uncategorized

Mais uma farda à vista para ser admitida no governo Bolsonaro

Ricardo Noblat, VEJA

É grande a tentação do presidente Jair Bolsonaro de nomear mais um militar para ministro – desta vez na vaga a ser aberta no Ministério da Saúde com a saída de Luiz Henrique Mandetta.

Trata-se de um vice-almirante, com experiência de ter sido Diretor de Saúde da Marinha. Bolsonaro imagina que assim poderá ser menor o desgaste de demitir o ministro mais popular do governo.

Entre amigos, Mandetta admite que caiu na armadilha montada por Bolsonaro para livrar-se de sua companhia. De tão provocado, ele confrontou o presidente e perdeu.

Os militares acantonados no Palácio do Planalto deram o sinal verde para que Bolsonaro despache Mandetta. Concluíram que a convivência entre os dois tornou-se impossível.

Em reunião com todos os seus ministros, inclusive Mandetta, Bolsonaro disse que a orientação a ser seguida no combate ao coronavírus é a dele e de mais ninguém. Mandetta ouviu calado.

Voltou a lembrar que foi ele o eleito para presidir o país. Por óbvio, ninguém discordou. Mas quando um presidente sente-se obrigado a dizer que é ele quem manda é porque as coisas vão mal.

7 Comentários

  1. A pior decisão do presidente é trocar o seu Ministro da Saúde neste momento. Se o fizer, será o maior erro de sua história a cometer, pois
    acelerará o avanço desta epidemia entre a população mais aglutinada dos
    grandes centros e moradores de favelas não havendo recursos suficientes para atendimento de modo geral. O mundo está entrando de urso e o nosso presidente tenta ignorar, pois ele bem sabe o que vai acontecer. Depois, o povo é que chorará…

  2. O Bolsonaro é tão fraco e sem pulso que não consegue demitir um ministro de estado sem pedir as bençãos aos militares. Na hora que o Brasil precisa de um estadista para unir a nação no momento difícil, temos um maluco no timão.

  3. Não sei o verdadeiro motivo que está por trás desta decisão do Exmo. Presidente…Quero crer que seja muito forte para esta decisão num momento como o que estamos vivendo…Oro e creio que Deus, acima de todos, tenha o controle da situação….Recomendo, se o posso fazer, ao Exmo Presidente, que antes da decisão final, junte sua equipe mais próxima e “OREM” muito. Estaremos juntos neste propósito.

  4. Carlos Spillere Responder

    De formação católica, aprendi que não se deve pronunciar o no me Deus em vão, o que tem sido feito, para agradar pastores, o nosso Presidente. Usar o nome de Deus com fins politicos, é lamentável. Prefiro que não o pronuncie..

Comente