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Bolsonaro “declarou”


Em Minas, me contou o Fernando Sabino, quando alguém mostra em público que enlouqueceu, diz-se que ele “declarou.” Pois, pois, creio que Jair Bolsonaro “declarou”. Beira a insanidade total a maneira como vem presidindo o país. A demissão do ministro da Saúde, que ficou apenas 28 dias no cargo, porque Bolsonaro insiste em prescrever cloroquina em massa para a população, embora não tenha qualquer autoridade e conhecimento em medicina, é prova suficiente de que sua insanidade chegou a um ponto que coloca a Nação em perigo.

O agora ex-ministro da Saúde Nelson Teich fez um discurso de despedida tão curto quanto sua gestão. Depois de pedir demissão, ele falou por menos de dez minutos. Não disse o que motivou sua saída do ministério da Saúde, nem precisava: deixou o cargo para não ter seu nome destruído de vez pela máquina de moer reputações chamada Jair Bolsonaro. Não quis arriscar seu diploma e currículo de médico e recusou-se a avalizar as prescrições do charlatão Bolsonaro. O uso da cloroquina e o fim do isolamento social é plano suicida.

A nomeação de um substituto enfrentará um obstáculo praticamente intransponível: ninguém que tenha nome a zelar na comunidade científica aceitará o papel de submissão aos “achismos” e obsessões presidenciais, exigência determinante de Bolsonaro para a sobrevivência de seus auxiliares. Sendo assim, talvez a única solução seja recorrer à disciplina militar. E aí, saibam todos, chegaremos ao pior dos mundos.

5 Comentários

  1. O uso indiscriminado da cloroquina sim seria o fim da picada mas, usado com critério não é fim. O fim do isolamento social sem um plano inteligente, lógico e coerente sim levará ao caos, mas o isolamento precisa ter fim.

  2. Paulo Enéas Borges Bueno netto Responder

    Quantas pessoas foram curadas com a cloroquina?

    Atenção esquerdopatas:

    Há muitos cidadãos que contaminados com o coronavírus,se livraram tratando com o coquetel de cloroquina e outros medicamentos associados.

    Isso mesmo! Alias, aqui no Paraná!

    Pesquisem…

  3. SERGIO SILVESTRE Responder

    Estão querendo desovar estoques,o louco mandou fazer toneladas desse remedio que alguns usam nos primeiros sintomas junto com antibióticos,isso são os politicos e ricos que no primeiro arrepio se medicam,os pobres só vão quando os pulmões estão comprometidos e ai tem que ser na base de corticoides,como as vezes não tem o remédio tacam cloroquina e o matam mais rápido;

  4. Caro Fábio, o CFM em reunião do conselho federal analisou e permitiu o uso de hidroxicloroquina. É um composto químico farmacêutico grandemente utilizado no interior da amazônia, pelos garimpeiros e moradores das regiões inóspitas. Utilizam para controle das inúmeras febres que ocorrem na região, transmitidas pelos mosquitos e pernilongos. A população utiliza quando o paciente percebe os primeiros sintomas das febres. Lá eles não possuem outra opção, ou tomam os comprimidos ou morrem. Apenas isso. Quando o indivíduo sentir-se afetado pelo vírus chinês deve imediatamente tomar a medicação, ou o composto. Com isso ocorre um controle da evolução da doença. Esperar para ser atendido pelo SUS, irá falecer no norte e nordeste, pois os governantes das últimas décadas não priorizaram a saúde pública para atender a sociedade local.

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