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A hora e a vez


Grupo de empresários e cardeais políticos de centro e centro-esquerda conspiram nos horários noturnos. O mais entusiasmado dessa articulação é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – e não é de hoje. São elites pró-impeachment para as quais só existe uma saída razoável: o vice Hamilton Mourão. O general é um dos principais interlocutores junto às Forças Armadas e quase sócio honorário do Alto Comando. É o único que pode dizer, com todas as letras, “não vai ter golpe”. Mas ele sabe que o Artigo 142 não sai da cabeça de Bolsonaro: convocar as Forças Armadas para “colocar ordem no Congresso e Judiciário”.

Nesses dias, o general Mourão desistiu de ser moderado em novo artigo. Chamou manifestantes contrários de “delinquentes”, atacou a imprensa e aderiu à campanha contra Celso de Mello, do STF. Ligou os ativistas pró-democracia (o Movimento Estamos Juntos cresce a cada dia) ao “extremismo internacional” e incentivou a repressão. “Baderneiros são casos de polícia, não de política”. Parece travestido de Bolsonaro e o bloco conspirador ficou assustado. Acham que é uma manobra do general para se isentar de acusações de “traição”, lá na frente.

2 Comentários

  1. antonius block Responder

    O vice-presidente está fazendo o certo, dá uma no cravo e outra na ferradura porque sabe que, é a derradeira esperança com o fim do fracasso do boçal. Os militares vão fazer aqui como na Bolívia, o presidente renunciou porque foi “pego na mentira”, o boçal vai também ser “pego” em alguma bobagem, daí renuncia e a vida segue com o Mourão no comando.

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