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Mandetta: “desmanche de informação é uma tragédia”

G1

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta criticou neste sábado (6) as mudanças adotadas pelo governo Jair Bolsonaro para prestar informações sobre o avanço da pandemia do novo coronavírus no país.

Em uma rede social, o presidente Jair Bolsonaro informou que “o Ministério da Saúde adequou a divulgação dos dados sobre casos e mortes relacionados ao covid-19.” Já o empresário Carlos Wizard, cotado para assumir um cargo estratégico no Ministério da Saúde, disse que os números de contaminados e mortos pelo novo coronavírus serão revisados.

“Do ponto de vista de saúde, é muito ruim, é uma tragédia o que a gente está vendo, de desmanche da informação”, disse Mandetta em live promovida pelo IDP. “Me parece que estão querendo fazer uma grande cirurgia nos números dos protocolos público”, afirmou. O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes foi o moderador do debate.

Mandetta foi demitido por Bolsonaro em abril. Ele foi substituído pelo oncologista Nelson Teich, que também deixou o governo em maio. “Não informar significa o Estado ser mais nocivo do que a doença, ser mais nocivo do que o vírus”, afirmou Mandetta.

Uma das mudanças é que o boletim diário do ministério, divulgado na sexta-feira (5), trazia apenas o número de recuperados, novos casos e mortes registrados nas últimas 24h. Antes, o quadro apresentava também os números totais, registrados desde o início da pandemia.

Outra alteração é que o boletim passou a ser divulgado pelo ministério por volta das 22h. Inicialmente, essa divulgação ocorria às 17h e que, depois passou para 19h. A divulgação às 22h começou nos últimos dias sem que o Ministério da Saúde desse uma justificativa para o atraso.

Segundo Mandetta, a falta de dados sobre a doença vai dificultar o abastecimento da rede de saúde e o planejamento de ações de combate ao avanço do coronavírus.

2 Comentários

  1. Mandetta é um demagogo e falador. Era um ninguém até virar o coveiro da economia e surfar nas tampas de caixões da pandemia. Não exerce a medicina há anos. É um político como todos os outros, falastrão e ambicionando publicidade para sua carreira.

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