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Mais UTIs não vão ‘salvar’
Curitiba, diz secretária

Na live de divulgação dos números da Covid-19 em Curitiba, a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, justificou a adoção da bandeira laranja em Curitiba, no último sábado (13).

Huçulak afirmou que setores empresariais sugeriram que a secretaria disponibilizasse mais leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na cidade para tentar diminuir a média de mortes. Segundo ela, não faltaram UTIs para as 94 pessoas que perderam a vida em decorrência da Covid-19.

“Tem gente que me diz: põe leito de UTI e libera tudo. Gente, isso é uma insanidade. Da nossa estatística, 15% das pessoas que foram internadas acabaram entrando em óbito, é muita gente. Nós precisamos diminuir a transmissão, não há leito que vá salvar algumas pessoas que se não tivessem o vírus, não morreriam. Tem leito de UTI, temos um projeto pronto de hospital de campanha, mas é nossa última alternativa”, explicou.

A infectologista da Secretaria de Saúde, Marion Burger, reforçou que, mesmo com acesso a UTIs e ao tratamento adequado, muitos pacientes graves faleceram.

A secretária da Saúde informou que Curitiba possui 1.030 leitos de UTI. Destes, 656 são do Sistema Único de Saúde (SUS) e 374 da rede privada. Entre os do SUS, grande parte hoje é destinada exclusivamente para o tratamento da Covid-19. O problema é a taxa de ocupação dos exclusivos, que já é de 84%. Até a tarde desta quarta-feira (17), Curitiba tinha apenas 31 leitos livres para atendimento de pessoas com o novo coronavírus.

Márcia Huçulak confirmou que novos leitos de UTI devem ser abertos.

Boletim

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba confirmou mais cinco mortes de moradores da cidade nesta quarta-feira. Também confirmou que mais 114 pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus.

Com esses registros, Curitiba tem agora 94 óbitos de moradores da cidade por covid-19.

Desde o início da pandemia, em 11 de março, 2.489 casos de novo coronavírus já foram confirmados.

2 Comentários

  1. Além disso, o pessoal acha que UTI é tudo.
    Precisamos de gente especializada na UTI.
    Errado, para trabalhar em UTI precisa ser treinado.

    Precisa de pessoas para trabalhar lá… ou tem gente que acha que são as máquinas que fazem o trabalho na UTI apenas?

    Não há excesso de intesivistas no Brasil, e nunca houve.
    Faça a intubação ‘nas coxas’ ou não cuide do paciente direito dentro da UTI, e o paciente morre.

    Ser formado em medicina não te habilita a trabalhar como intensivista de imediato.
    As pessoas acham que tudo se resolve por passe de mágica.
    Basta ter dinheiro e equipamento e todos acham: estamos salvos!
    Pensamento mais errado que este não existe neste caso.

  2. antonius block Responder

    A solução é uma só, ficar em casa e esperar o pior passar. De nada sair mascarado na rua mas sair. Só saia se não tiver outra alternativa. O povo acredita que tendo uma UTI para cada um de nós estamos garantidos. Morrer vamos todos nós mas não precisa ser agora.

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