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Paraná ativa mais leitos na
RMC após altas nos casos

O Governo do Estado ativou 94 novos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e 45 de enfermaria para atendimento a pacientes suspeitos ou confirmados com a Covid-19, nesta quinta-feira (18). O total é de mais 139 leitos exclusivos na rede hospitalar do Paraná.

As unidades contempladas na ampliação são o Hospital de Reabilitação (de Curitiba, vinculado ao Complexo Hospitalar do Trabalhador), Hospital de Clínicas, também de Curitiba, Hospital do Rocio, em Campo Largo, e Hospital Municipal Allan Brame Pinho, em Cascavel, que atuava como UPA e agora é uma unidade exclusiva para coronavírus.

O Hospital do Rocio é a unidade hospitalar com o maior número de alas de UTI nesta ampliação, somando 51 novos leitos; seguido pelo Hospital de Clínicas, com 15, e Hospital de Reabilitação e Municipal de Cascavel, com 14 cada. Os 45 leitos clínicos foram habilitados no Hospital do Trabalhador (17) e Hospital Municipal de Cascavel (28).

Matéria no Bem Paraná da edição de ontem mostrava que algumas unidades hospitalares da Grande Curitiba, entre elas o Trabalhador e o Rocio, estavam em situação quase dramática em relação aos leitos de UTI para atendimento à Covid-19.

Nas últimas semanas, casos, internações e necessidade de Unidades de Tratamento Intensivo vêm em uma crescente no Estado, atingindo mais a Grande Curitiba, Cascavel e Londrina, regiões ou cidades com mais casos.

Os primeiros leitos exclusivos para Covid-19 no Estado foram habilitados em 26 de março. Inicialmente o Paraná contava com 52 leitos de UTI adulto e 212 de enfermaria. Agora, 84 dias depois, o Paraná tem 749 leitos de UTI – um aumento de 1.340% no período – e 1.171 leitos clínicos – um crescimento de 452% no período.

Sem relaxamento
Segundo o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, a ampliação não deve servir como motivo para relaxamento nas medidas já adotadas. “Não podemos nos esquecer da importância do isolamento domiciliar e distanciamento social. O Governo tem atuado para ofertar o maior número possível de leitos, mas isso é finito, se a população não se conscientizar, não haverá leitos que consigam suprir toda a demanda”, afirmou. “Estamos colocando mais leitos à disposição do sistema de saúde do Paraná e facilitando o acesso aos paranaenses que venham precisar de um tratamento mais específico. Colocamos para rodar em 90 dias, mais de 700 leitos”, disse o secretário.

Curitiba ganha do Estado mais 29 Unidades de Tratamento Intensivo

O Secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, também comentou sobre a atual situação de ocupação de leitos exclusivos na Capital paranaense. “Curitiba tem enfrentado uma alta procura de leitos, com uma média, nesta semana, de pelo menos 80% de ocupação. O Governo, vendo esta necessidade tem atuado em conjunto com o município buscando alternativas, e hoje (ontem) pudemos abrir 29 leitos de UTI e 17 de enfermaria na capital”, explicou.

Ontem, a taxa de ocupação do município para UTIs adulto era de 74% e 62% na Macrorregião Leste (que engloba a capital, a Região Metropolitana e o Litoral), segundo a Secretaria de Estado.

A Prefeitura também publicou matéria reforçando que a rede hospitalar de Curitiba é robusta, uma das melhores do país, com mais de 1.000 leitos de UTI, o que vem garantindo atendimento a todos os pacientes de Covid-19, bem como a quem tem outros problemas de saúde e precisa de internamento em decorrência, por exemplo, de AVCs, enfartes, traumas, entre outros problemas.

O enfrentamento ao novo coronavírus, no entanto, precisa — além da estrutura hospitalar — que a transmissão do vírus seja mantida sob estrito controle, segundo a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, repetindo o pedido para que as pessoas evitem aglomerações.
Em Curitiba, 15% dos pacientes que foram internados com o novo coronavírus faleceram — foram registrados até ontem 97 óbitos.

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