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Moro dificulta formação
de frente ampla

Mônica Bergamo – A possibilidade de Sergio Moro participar do comício virtual pela democracia organizado pelo Direitos Já rachou o movimento. O convite foi proposto pelo deputado José Nelto (Podemos-GO). A reação de políticos de centro-esquerda foi imediata.

O ex-ministro Aldo Rebelo, por exemplo, afirmou: “Avisem quando estiver para acontecer”. Guilherme Boulos diz: “Se ele entrar por uma porta, eu saio por outra”.

O parlamentar goiano afirmou à coluna que defendeu o convite a Moro por ele ter tido a “coragem de poucos” de combater a corrupção e nunca ter se insurgido contra a democracia.

Um outro ponto de discórdia no grupo foi a leitura de um documento na abertura do evento, no dia 26. Ele não tocava em Jair Bolsonaro. Líderes de oposição exigiram que o nome do presidente estivesse no texto.

A revelação, pela coluna Painel, de que o evento reuniria os ex-presidentes Michel Temer, José Sarney e FHC, e os ex-presidenciáveis Fernando Haddad (PT-SP) e Guilherme Boulos, além de Luciano Huck, gerou outra confusão.

Temer, que já tinha até enviado vídeo para o ato, e Sarney desistiram de participar. O presidente Dias Toffoli tinha confirmado presença e também deu um passo atrás.

O racha em torno de Moro e de outros temas explicitam a dificuldade de se formar uma frente ampla no Brasil. De acordo com uma das lideranças que participará do evento, o nível de esgarçamento nos últimos anos no Brasil foi enorme —e não há hoje liderança que consiga unir os distintos polos da disputa política.

 

6 Comentários

  1. Moro é odiado por bolsonaristas e petistas, é um caso raro. Pena que nosso povo só gosta de eleger despreparados ao maior cargo da nação

  2. A rejeição de alguém pelo Boulos, pelos Petistas e por Bolsonaristas e um grande currículo que nos faz pensar nas qualidades dessa pessoa, afinal a nata da desqualificação , do despreparo , dos garantes e malucos são contra ele

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