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Paraná responde por 76% da área desmatada de Mata Atlântica no Sul do país, diz mapeamento

Em Almirante Tamandaré, na Região de Curitiba, a polícia encontrou uma dessas áreas que desapareceu para dar lugar à plantação — Foto: RPC/ReproduçãoA área de Mata Atlântica desmatada no Paraná no primeiro semestre de 2020 corresponde a 76% do total no Sul do país, de acordo com um levantamento do Projeto de Mapeamento Anual da Cobertura e Uso do Solo no Brasil (MapBiomas).

Com 2.215 hectares do bioma atingidos, o estado foi o terceiro que mais desmatou no semestre no Brasil, atrás da Bahia (4.636 hectares) e de Minas Gerais (2.458 hectares). Em Santa Catarina, foram 423 hectares no semestre, enquanto que no Rio Grande do Sul foram 238 hectares.

No país, o desmatamento no primeiro semestre ultrapassou o total do ano passado, 12.443 hectares ante 10.599 hectares, conforme o MapBiomas. Restam 12% da floresta original preservada. As informações são do G1.

O mapeamento do projeto indica que a região central do Paraná é a que mais desmata no estado. Porém, os flagrantes são feitos em todas as regiões.

A Polícia Ambiental chega até os locais de desmatamento com ajuda de imagens feitas por satélite pela equipe do MapBiomas, organização que monitora os seis biomas brasileiros.

“Têm imagens diárias e todas ficam armazenadas. Posso olhar um, dois, três meses atrás ou até dois anos antes para confirmar que determinada área era realmente floresta”, afirma Marcos Rosa, coordenador do MapBiomas.

No estado, o desmatamento é principalmente para construções imobiliárias, em áreas próximas às cidades, e para a agricultura. Em Almirante Tamandaré, na Região de Curitiba, a polícia encontrou uma dessas áreas que desapareceu para dar lugar à plantação.

O dono deve ser autuado em pelo menos R$ 5 mil. De janeiro a junho, a Polícia Ambiental no Paraná aplicou R$ 15,8 milhões em multas por causa do desmatamento.

“A gente consegue informações de locais que as pessoas provavelmente não denunciariam. Com esse apoio do mapa, a gente chega até o local. É praticamente um ‘Big Brother'”, afirma o sargento Ernesto Steiner.

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