Uncategorized

Toffoli ignora crise e dá um
agrado a mais aos magistrados


Ignorando a grave crise fiscal que o Brasil enfrenta, em plena crise econômica provocada pela pandemia do coronavírus, o ministro Dias Toffoli, presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), demonstrou mais uma vez como o setor público brasileiro parece viver em outro mundo.

O ministro Toffoli determinou que todos os tribunais regionais Federais e do Trabalho garantam a seus magistrados a “conversão” em “abono pecuniário” de um terço de suas férias de 60 dias, contado em dobro.

Isso significa que os magistrados poderão transformar em dinheiro 20 dos 60 dias de suas férias anuais, regalia muito criticada, mas com o detalhe de que o dinheiro contará em dobro, equivalente a 40 dias.

A medida é adotada em um País com a economia em frangalhos, o que soa como um insulto ao sofrimento de trabalhadores desempregados ou sem emprego formal, e foi requerida pelas associações de magistrados federais (Ajufe) e do Trabalho (Anamatra).

Como é frequente no setor público, especialmente no Judiciário, a medida terá efeito retroativo, ou seja, com validade a partir do primeiro semestre de 2020, que acabou há dois meses.

Toffoli determinou ao Conselho Superior da Justiça do Trabalho e Conselho da Justiça Federal que autorizem o pagamento do abono pecuniário aos magistrados “que optarem pela conversão”.

2 Comentários

  1. Vergonha. Um bando de sem vergonhas. Vagabundos e pilantras. Só podia ser um Petista ter sutptizado isto. Este é o Brasil que não queremos que seja.

  2. Nobre escritor, não é o funcionalismo público que vive em outro mundo. Sou funcionário público e não tenho as muitos direitos assegurados a iniciativa privada, quem dera aos do poder judiciário, esse sim de outro mundo. Lembro-lhe que os funcionários públicos do Estado do Paraná estão há anos em reposição inflacionária, quando no início de 2020 lhe foram concedidos 2% e logo em seguida nossa previdência foi lançada da casa dos 11% para 14%. Logo, perdi 1% dos meus vencimentos. Como jornalista deveria ser isento e não colocar nas nossas costas os males de gestores incapazes para não dizer outra coisa.

Comente