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Pandemia derruba PIB
de ao menos 28 países no
trimestre; China é exceção

A pandemia do novo coronavírus derrubou as economias de praticamente todos os países no segundo trimestre 2020. As quedas variam de 3% a 20%, de acordo com dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) para quase 30 países que já divulgaram o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) no período. Na média, a queda foi de 9,5%.

A exceção é a China, que cresceu 11,5% no período, em relação ao trimestre anterior (3,2% na comparação anual). O país asiático havia registrado o maior tombo no primeiro trimestre, de 10%, entre as economias selecionadas pela OCDE. As informações são da Folha.

A China foi o primeiro local onde a doença se disseminou e que adotou medidas de isolamento e paralisação das atividades. Por isso, sua economia foi a primeira a registrar os efeitos econômicos da pandemia e confirma.

A recuperação chinesa no segundo trimestre alimenta as expectativas de que o restante de mundo tenha voltado a crescer no trimestre iniciado em julho, devido às medidas de reabertura.

Coreia do Sul, que também foi um dos primeiros atingidos pelo vírus, mas adotou uma estratégia de controle da doença por meio de testagem em massa, rastreamento e outros protocolos que permitiram manter parte das atividades, registrou queda do PIB de 1,3% no primeiro trimestre e 3,3% no segundo. O país também lançou um amplo programa de estímulos econômicos.

A Finlândia também figura entre os menos afetados, com quedas de 1,9% e 3,2%, respectivamente. Outro país da região, a Suécia, que não adotou o isolamento social, registrou nesses dois períodos, respectivamente, variações de 0,1% e -8,6%.

A maior economia mundial, dos EUA, encolheu 1,2% e 9% nesses períodos. A Zona do Euro registrou retrações de 3,2% e 11,7%, respectivamente.

Entre os países europeus, se destacam as quedas de 20% no Reino Unido (a maior entre os países selecionados) e de 19% na Espanha (segunda maior). Nos emergentes, o México teve a maior retração (17,3%). A do Chile foi de 13,2%.

No Japão, país que também entrou antes na pandemia e adotou um programa de testes e vigilância para aplicar restrições localizadas, a queda chegou a 7,8%. Foi a menor retração entre as sete maiores economias da OCDE.

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