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Banco Central vê alta na inflação ao consumidor no curto prazo

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central avalia aumento na inflação ao consumidor no curto prazo. A informação consta na ata da última reunião, que manteve a taxa básica de juros, a Selic, em 2%.

“Contribuem para esse movimento a alta temporária nos preços dos alimentos e a normalização parcial do preço de alguns serviços em um contexto de recuperação dos índices de mobilidade e do nível de atividade. Os preços administrados devem apresentar variação contida, destacando-se o recuo nas tarifas de plano de saúde em setembro e a queda projetada para o preço da gasolina a partir de outubro”, infirmou o documento.

Em 12 meses até agosto, o preço dos alimentos subiu 8,83%. Apesar da alta no nesses segmentos, o BC vê a inflação em níveis baixos no longo prazo. Analistas do mercado financeiro avaliam que o IPCA, que calcula a variação de preços no país, deve encerrar o ano em 1,9% –abaixo do piso da meta do BC, de 2,5%.

Na ata, a autoridade monetária reafirmou o foward guidance (orientações futuras), como forma de indicar ao mercado a manutenção da Selic em baixas taxas. Se houver espaço para redução, será pequeno.

“O espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno. Consequentemente, eventuais ajustes futuros no atual grau de estímulo ocorreriam com gradualismo adicional e dependerão da percepção sobre a trajetória fiscal, assim como de novas informações que alterem a atual avaliação do Copom sobre a inflação prospectiva”, diz trecho do documento. (Poder360)

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