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Reestruturação urbana deve fortalecer bairros, diz João Arruda

O candidato a prefeito, João Arruda, disse nesta terça-feira, 29, que a mobilidade e a reestruturação urbana de Curitiba, conforme o plano de governo do MDB, prevê ações o fortalecimentos dos bairros e as intervenções que levam em conta as questões sociais de cada região da capital.

“A proposta é fortalecer os bairros. Mesmo as inovações urbanísticas precisam levar em conta as questões sociais. Centros comunitários vão integrar ruas da cidadania e terminais. Restaurante popular, habitação de interesse social e qualificação profissional. Vamos integrar os bairros com a região metropolitana. Ciclovias e vão ligar os parques e uma proposta inovadora para a Linha Verde”, disse João Arruda após reunião com o arquiteto Forte Netto, responsável pelo novo traçado urbanístico de Curitiba no plano de governo do MDB.

Forte Netto planejou uma estratégia de reestruturação e renovação urbana levando em conta o contexto da ligação entre Curitiba e as cidades da região metropolitana. “A área central se compõe de uma única malha urbana que a partir de Curitiba se adentra pelos municípios do entorno independente de limites municipais”, avalia.

Cidade pressionada

“Os vetores de maior expansão e densificação urbana da área central desenham um arco norte-leste-sul que abriga todas as mazelas comuns nas conurbações periféricas das grandes metrópoles e que pressiona progressivamente Curitiba por uma crescente demanda de serviços públicos e transportes de passageiros e de forma exógena pressiona os mananciais, colocando em risco a sustentabilidade do abastecimento de água da capital e das cidades metropolitanas”, pontua Forte Netto.

Os efeitos dessa situação, segundo o arquiteto, se expressa de forma negativa e acelerada na qualidade de vida de Curitiba que tem se tornado incapaz de solucionar vários problemas, especialmente aqueles relativos a fluidez de tráfego, trânsito e atendimento a demandas por serviço público.

“Pensar e planejar Curitiba apenas dentro dos limites municipais é um erro que vem se repetindo e os resultados deste tipo de gestão urbana são vivenciados por todos em seu dia a dia: trafegar pela cidade está cada vez mais difícil e desconfortável, a violência prolifera, a qualidade do ar deteriora, o atendimento a saúde é difícil, aos jovens falta apoio e opções e o mesmo acontece aos idosos”, disse Forte Netto.

O arquiteto tem razão: Curitiba se destaca-se negativamente entre metrópole mais violenta do país, entre as grandes cidades, é uma delas com menor qualidade do ar. “Hoje Curitiba e região metropolitana tem três milhões de habitantes. já pensaram quando alcançarmos 4,5 milhões de habitantes?”, disse Forte Netto.

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