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Mac Donald veste carapuça
do conluio no transporte coletivo
de Foz do Iguaçu

Um pedido de resposta do ex-prefeito Paulo Mac Donald (Podemos) chamou atenção na noite desta segunda-feira, 26, no debate da Rádio Cultura. No pedido, indeferido pela comissão de advogados da OAB, Mac Donald se sentiu atingido quando prefeito Chico Brasileiro (PSD) disse que o contrato do transporte coletivo fez parte de um conluio, um negócio, que atendeu os donos das empresas em detrimento dos usuários do sistema. Brasileiro não citou Mac Donald e nem a participação do ex-prefeito no esquema.

“A razão do pedido, comentários feitos pelo candidato Chico Brasileiro de conluio com os empresários, Paulo (Mac Donald) não é réu na operação Riquixá e de conluio para beneficiar empresa e de acusação de crime. A comissão (de advogados) não concedeu o pedido, entendendo que não houve citação direta ao candidato (Mac Donald), tanto que nem mesmo de forma indireta, as declarações do candidato (Brasileiro) teriam o atingido (Mac Donald)”, disse o mediador do debate, jornalista Airton José.

Mac Donald tenta se afastar da  responsabilidade já que o contrato com o transporte coletivo foi firmado no governo do ex-prefeito. Ainda sim, Mac Donald insiste em se fazer de vítima e de desentendido do problema. Um dos operadores do sistema é seu compadre.

Riquixá – Em junho de 2016, Mac Donald foi alvo da operação Riquixá II, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) que apontou fraudes nas licitações de contratos de transporte coletivo em três cidades, entre elas, Foz do Iguaçu. O esquema foi acusado por desviar quase R$ 500 mil por mês. Sob condução coercitiva, Mac Donald teve que prestar depoimento no Gaeco.

Nesta fase da operação, foi constatado que Mac Donald teria sido generoso com os empresários, ao abrir mão de R$18,25 milhões de impostos, valor em benefício das empresas. O Ministério Público de Foz denunciou a suposta negociata com os empresários, ou seja, o encontro de contas. 

Segundo o Gaeco, evidências  mostram que a organização age desde 2009 e cita o ex-prefeito como envolvido, fraudando licitações ao usar empresas ligadas às mesmas operadoras do sistema. As investigações apontam a formação de cartel para eliminar a concorrência.

Em 2010 Paulo Mac Donald contratou a Logitrans, empresa responsável por fazer o estudo pré-licitatório, 60 dias antes de realizar a licitação. Os responsáveis pela Logitrans  foram presos nesta operação. Mac Donald que foi conduzido coercitivamente, juntamente com empresários integrantes do Consórcio Sorriso.

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