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A retirada dos octogenários


Assim como os jogadores de futebol de hoje, os políticos estão adiando ao máximo a hora da despedida. Alguns tem conseguido continuar até os 90. Mas isso é exceção, chega um momento em que são defenestrados naturalmente. Pela vontade popular através do voto ou mesmo pelas condições físicas limitadas.

No Paraná, a geração que surgiu ainda no regime militar e hoje é octogenária está em retirada. Dominou a política do Estado durante décadas. Jaime Lerner, que completa 83 anos em dezembro, desistiu da política há anos, embora guarde até hoje um grande capital de prestigio e popularidade.

Requião é de 1941 e completará 80 em março. Em 2022, se quiser tentar a volta, terá 82. Ele foi excluído pela vontade popular na última eleição para o Senado. Não esperava, amargou derrota que o abalou profundamente.

Alvaro Dias é o único dos três que ainda tem mandato. Nasceu em 1944, em dezembro completará 76 e estará com 78 na eleição para o Senado em 2022.

A geração que os sucedeu no governo do Paraná, que tem como nome referencial o de Beto Richa, foi devastada pela Lava Jato. Igual o que aconteceu na República, abriu espaço para a ascensão de uma camada que nada tem a ver com a tradição anterior.

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