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Pesquisa fake mostra desespero na campanha em Foz do Iguaçu

O desespero tomou conta de campanha dos adversários do prefeito Chico Brasileiro (PSD), favorito à reeleição em Foz do Iguaçu. Na última sexta-feira, 6, o Datamedia Soluções e Pesquisas, de Cascavel, registrou uma pesquisa de intenção de voto para prefeito, diz que fará 600 entrevistas que começaram na segunda-feira, 9, e com previsão de divulgação na quinta-feira, 12.

A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número PR-00446/2020 e o custo de R$ 4 mil vai ser paga pelo próprio Datamedia. Estranho, não?

“As três pesquisas que já foram divulgadas mostram que estamos liderando com folga e como sempre acontece nessa hora o desespero chega e os adversários começam a atacar com mentiras. Não vamos entrar nesse jogo sujo do submundo da política, estamos na campanha para mostrar a verdade e para falar o que fizemos e o que iremos fazer em respeito a você, em respeito a Foz”, alerta o prefeito Chico Brasileiro.

Fraude – O Ministério Público de Goiás deflagrou operação contra um instituto suspeito de produzir e divulgar mais de 300 pesquisas eleitorais fraudulentas em 80% das cidades goianas. O MP apura se a empresa recebia de políticos para manipular dados favoráveis a eles nos levantamentos contratados.

“Causou estranheza para nós. As empresas de pesquisas são empresas que vivem de prestar serviço e cobrar por isso. Elas não dispõem de recursos próprios para fazer milhares de pesquisas em centenas de municípios com recursos próprios”, relata João Francisco Meira, presidente do Conselho de Opinião Pública da  Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep).

A advogada Ana Raquel Gomes e Pereira, especializada em direito eleitoral, também questiona a prática da pesquisa autofinanciada. “Qual é a intenção de um instituto de pesquisa, que sobrevive de fazer pesquisa, fazer uma pesquisa por conta própria e divulgar essa pesquisa? Em Goiás, a gente vê institutos de pesquisa que nunca ouviu-se falar. Foram juridicamente constituídos recentemente e estão fazendo pesquisas com resultados questionáveis, inclusive quando feitas apenas em um bairro”, detalha.

O presidente da Abep assinala outras impropriedades nos registros das pesquisas autofinanciadas, como o custo dos levantamentos sob suspeita. “São empresas que oferecem serviços a preços completamente impossíveis. Cem pesquisas em 100 lugares diferentes, com tamanho de amostra diferente, todas custando R$ 2 mil cada uma. Nós não temos certeza se quer se essas pesquisas tenham sido de fato executadas.”

João Meira calcula que uma pesquisa com 500 entrevistas na amostra deva custar “no mínimo” R$ 30 mil.

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