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Goura faz ‘live’ sobre os
12 motivos para votar no 12

“Curitiba pode voltar a ser uma cidade inovadora e de vanguarda. Não é utopia, é vontade política”. Com essas palavras, Goura realizou, na noite desta quinta-feira (12), uma live pelas redes sociais para fazer um balanço da campanha a prefeito de Curitiba pelo PDT e reforçar suas propostas para uma cidade mais inclusiva, humana, democrática e que respeita o meio ambiente.

O Goura enumerou, inspirado no seu número de campanha, as 12 propostas que resumem seu programa de governo para ser colocado em prática a partir de janeiro do ano que vem.

Escuta sensível

De uma coisa é certa: a nova gestão sob o comando do candidato do PDT terá na escuta sensível um instrumento poderoso para governo, uma vez que quem vive o dia a dia de sua própria cidade é que sabe, junto com os servidores públicos, que tocam a administração, onde estão os desafios que precisam ser abordados em cada canto de Curitiba.

O Goura também agradeceu a equipe de profissionais e voluntários pela caminhada que começou a ser desenvolvida no dia 27 de setembro, quando a campanha oficialmente começou.

“Eu não estou sozinho. É um projeto coletivo, e desde 27 de setembro a gente viu esse corpo orgânico de pessoas que acreditam que é possível transformar Curitiba”, disse o pedetista.

Nas 12 macro propostas enumeradas por Goura durante a live, na noite desta quinta-feira, o candidato garantiu que os pontos sensíveis e que precisam da contribuição de especialistas tanto da prefeitura como da sociedade civil serão atacados com prioridade. São eles, nas palavras do Goura:

1.Saúde pública

Curitiba tem que retomar sua saúde pública, com valorização do SUS (Sistema Único de Saúde) e dos servidores públicos. Queremos a promoção da saúde, com mobilidade ativa, através da ocupação dos espaços públicos, promovendo o esporte e lazer. Defendemos a humanização do parto e o fortalecimento da estratégia da saúde da família, na atenção primária como um todo. Por fim, a saúde mental, com acesso a práticas terapêuticas pelo SUS. Logo no início, na atenção primária, é necessário estabelecer o diagnóstico. Não vamos admitir retrocesso e tampouco a privatização do SUS.

2.Retomada econômica

Curitiba precisa ter política forte de retomada econômica. O poder público tem que ser o facilitador e não o obstáculo, com ajuda aos micro e pequenos empreendedores. Temos que fortalecer as redes da economia solidária para estar nos 75 bairros, garantir o fortalecimento da economia criativa (apoio ao setor audiovisual, teatro, música), inclusive com perspectiva de sustentabilidade, apoiando os catadores de material reciclável.

3.Funcionalismo

Vamos resgatar a valorização dos servidores, retomar o diálogo. O prefeito desrespeitou, fez deboche com os servidores. A gente quer um serviço público de qualidade para a população e que haja diálogo e respeito com quem presta esse serviço. Temos que voltar a ter uma educação transformadora, com valorização dos profissionais. Faremos com que Curitiba volte a ser referência para o Brasil inteiro, desde a educação infantil até a educação de jovens e adultos.

4.Crise hídrica

O combate à crise hídrica será enfrentado. Não é só falta de chuva, mas falta de políticas públicas sérias, para preservar nossos reservatórios e áreas naturais. A água que consumimos chega das bacias do Iraí, Passaúna e de Piraquara. Numa ação emergencial, com a prefeitura, a Sanepar e o Governo do Estado, é possível produzir água com políticas de conservação e projetos de agroecologia. Que a gente tenha resiliência para superar essas dificuldades.

Transporte coletivo

O transporte coletivo tem que ser gerido com transparência, controle social e participação da sociedade civil. Que ele sirva muito mais aos interesses da população do que aos interesses e lucros dos empresários. Temos a necessidade de atrair usuários. Para isso, precisamos de inovação. Entendemos que é possível a redução da tarifa, aumentar o passe livre, fazendo com os passageiros andem em ônibus com conforto e que os pontos de parada tenham bancos.

6.Mobilidade e apoio à bicicleta

Falamos de uma mobilidade sustentável. Queremos que Curitiba seja a capital da bicicleta, da acessibilidade e dos pedestres. Temos um plano urgente de construção de calçadas, junto com a malha cicloviária para se conectar com o transporte coletivo e a região metropolitana. Isso é vontade política que atualmente está ausente na prefeitura.

7.Integração com a Região Metropolitana

Vivemos na grande Curitiba e as políticas devem estar integradas com a mobilidade, o abastecimento, habitação, renda e emprego. Com a presença das universidades e o corpo técnico muito qualificado da prefeitura, podemos coordenar esse processo todo.

8.Respeito aos animais

Vamos trabalhar pela proteção aos animais e meio ambiente, com o fortalecimento da rede de proteção. Vamos aumentar o número de castrações. Precisamos olhar com uma perspectiva de longo prazo. A relação com os animais precisa ser modificada, ela deve ser restabelecida de forma harmoniosa, evitando essa separação do homem com a natureza. O respeito aos animais é um sintoma de civilização mais avançada. Vamos qualificar o Passeio Público com esporte, lazer e cultura e não com animais enjaulados, que não correspondem mais a critérios de excelência de bem estar animal. Está também no nosso plano de governo a proposta de criação de um hospital veterinário público.

Temos que defender uma agricultura urbana e uma cidade livre de agrotóxicos. Curitiba tem que ser a capital da agroecologia, com garantia de uma merenda escolar 100% orgânica, além de garantir a compra desses alimentos dos agricultores familiares de Curitiba e região metropolitana, gerando ampliação de renda e garantia de alimentos saudáveis para a população.

Habitação e urbanismo

Vamos respeitar o direito à moradia. É ridícula a atual política de habitação. A gente vê aumento de ocupações irregulares e uma insensibilidade do prefeito diante das pessoas em situação de vulnerabilidade, sem saneamento, água ou energia. Não dá para imaginar que essa Curitiba rica e próspera conviva com essa realidade. A centralidade de uma política habitacional é determinante para o urbanismo público envolvendo o desenvolvimento econômico em todos os bairros e a preservação ambiental. Logo no início da nossa gestão, vamos promover uma grande conferência municipal de habitação e urbanismo com toda a sociedade para estabelecer uma nova realidade e ações que esse setor merece, com impacto em todos os setores urbanos.

Morte zero no trânsito

Curitiba tem que ter morte zero no trânsito. Vivemos essa semana alguns incidentes trágicos em São Paulo e Curitiba, onde tivemos três óbitos de ciclistas em poucos dias. A gente vive neste ambiente hostil que é o trânsito, mas isso não é normal. Precisamos ter políticas sérias de redução mortes, com ruas completas que deem segurança aos pedestres e educação para o trânsito. É uma luta pela transformação de Curitiba e que essa ideia de que ninguém precisa morrer seja construída com políticas sérias, não com construção de binários que aumentam a velocidade no trânsito e colocam vidas em risco.

Ocupação dos espaços públicos e apoio à cultura

Vamos incentivar a ocupação dos espaços públicos com arte, esporte e cultura. Queremos uma cidade ativa, vibrante, em que os artistas de rua sejam valorizados. Vamos restabelecer o Conselho Municipal de Cultura, com seu presidente sendo indicado pelos conselheiros. Que os editais da Fundação Cultural de Curitiba promovam a descentralização e contemplem todos os bairros. Devem ser contempladas todas as expressões da arte popular, a política cultural não pode ser apenas uma curadoria baseada no gosto pessoal do prefeito. Precisamos de quadras públicas em ótimo estado de conservação, além de ruas abertas na cidade em determinados horários e dias da semana para proporcionar espaços para pessoas correrem, andarem de bicicleta e as crianças brincarem de patins.

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