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Debate sobre data de vacinação está ‘precipitado’, diz Mourão

O vice-presidente Hamilton Mourão participa de entrevista coletiva no Itamaraty Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo/03-11-2020O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta segunda-feira (14) que o Ministério da Saúde não tem condições de apresentar nos próximos dias uma data para o início da vacinação contra a Covid-19, como foi estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com Mourão, o debate em torno dessa questão está “precipitado” e “polarizado”.

Mourão disse que o início da vacinação depende de uma série de fatores que ainda serão calculados:

— Acho que não (é possível apresentar). A data é o Dia D. Vamos fazer um exercício mental. Eu tenho que colocar a vacina em todo o território nacional. Não é só a vacina. Eu tenho que colocar seringa. Eu tenho que ter pessoal especializado distribuído, bonitinho, em todo o território — disse Mourão, ao chegar no Palácio do Planalto. — Quando você tiver com condições com tudo isso, está bom, (você diz) o Dia D vai ser dia 10 de março, vamos dizer assim.

Em seguida, reforçou:

— Acho que está precipitado. Mais uma vez está muito polarizado isso aí — que se disse disse “angustiado” com a espera e pediu paciência. — Quero ser vacinado, mas vamos aguardar.

No domingo, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, deu prazo de 48 horas para que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, informe a previsão de data para começar e para terminar o plano nacional de vacinação contra a Covid-19. Lewandowski quer saber inclusive a previsão de duração de cada uma das fases do planejamento.

Horas depois, o secretário-executivo da pasta, Elcio Franco, afirmou que seria “irresponsável” fixar uma data para o início da vacinação. Ele afirmou também que nenhum laboratório iniciou o processo de registro de imunizante na Anvisa.

Nesta segunda-feira, Mourão afirmou que “nenhum país comprou a CoronaVac”, vacina da farmacêutica chinesa Sinovac que está sendo produzida em parceria com o Instituto Butantan. Entretanto, Chile, Turquia e Indonésia também pretendem utilizar o imunizante.

— Vamos lembrar só uma coisa, só para vocês pensarem. Quem comprou a CoronaVac? Nenhum país comprou a CoronaVac. Está todo mundo comprando Pfizer, outras aí. (O Globo)

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