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Sindicatos pedem ‘lockdown’ para reduzir transmissão de Covid-19

Sindicatos que representam trabalhadores do serviço público e privado de Curitiba fizeram um pedido de ‘lockdown’ para a Prefeitura e para o Governo do Estado para conter a onda de contágio do Covid-19 na capital paranaense.  O pedido foi feito durante audiência pública convocada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) com sindicatos e representantes da Urbs e da Prefeitura de Curitiba, nesta segunda-feira (14), para discutir a lotação do transporte público durante este período crítico da pandemia.

Os trabalhadores pediram ainda a limitação em 50% da capacidade máxima dos ônibus. Curitiba está em bandeira laranja de alerta para coronavírus, porém diferente da primeira versão, desta vez com liberação de comércio em geral e fechamento apenas no domingo.

“O posicionamento do Sindimoc foi no sentido de pontuar que olhando o transporte público lotado e para o efeito neste momento de pico de contágio, deveríamos pensar no fechamento total do Estado para parar o ciclo de contágio. Se tivermos shoppings lojas, bares, enfim locais onde o vírus pode se propagar, estaremos combatendo o efeito e não a causa. Enquanto tiver opção, o povo vai sair vai passear, lotar os ônibus e os números não vão baixar”, disse o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira, em entrevista ao Bem Paraná.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Urbanização do Estado do Paraná (Sindiurbano), Valdir Mestriner,  disse ao Bem Paraná que  o pedido foi consenso entre as entidades, porque não há outra forma de conter o avanço da doença e redução do movimento nos ônibus principalmente nos horário de pico. “Um lockdown de 10 dias reduziria a curva de contaminação e aliviaria o sistema de saúde. Não tem como segurar o contágio com os ônibus lotados de gente. Quem faz a roda da economia girar está adoecendo e morrendo”, afirmou ele. Segundo Mestriner, a Urbs já adiantou na audiência que não tem como reduzir o número de passageiros diante da demanda do sistema: “Ou seja, o comércio tem que fechar para reduzir o movimento. Não tem como chegar em 50% da capacidadedesta forma”.

Representantes do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) também estiveram na reunião. Segundo a assessoria de imprensa do sindicato,  o poscionamento é que  as empresas de ônibus vão cumprir o que a Urbs determinar, como preconizam os contratos de concessão.

Uma nova reunião deve ser convocada para os próximos dias. “Vamos ver o que a Prefeitura e o governo vão propor. Vamos também acompanhar as próximas medidas de combate à pandemia”, disse o presidente do Sindiurbano. (Bem Paraná)

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