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Pazuello é um desastre para o país e para o governo, afirma Maia

O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, é um desastre para o país e para o governo, além de comprometer a imagem do Exército brasileiro com sua “incompetência”, afirmou nesta quarta-feira (16) o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Maia reuniu jornalistas para um café da manhã na residência oficial da Câmara. Na conversa, o deputado afirmou que Pazuello vai muito mal e se perdeu na gestão do Ministério.

“Eu acho o ministro da Saúde um desastre. Vai ser um desastre para o país, primeiro, e para o governo”, afirmou Maia, que disse acreditar que a sociedade e a área médica já começam a entender isso.

“No momento da pandemia, o ministério da Saúde do jeito que está, quem vai pagar a conta primeiro é a sociedade, que é mais importante do que o governo pagar a conta”, disse.

Maia ironizou e afirmou que o ministro, que era elogiado por sua habilidade logística, “até agora não apresentou nada organizado, para a vacina, para nada”.

“E acho que ele pode, sem dúvida nenhuma, além de prejudicar muito a imagem do Exército brasileiro, ele pode comprometer muito, com essa falta de organização, com essa incompetência, tanto a solução para a vacina quanto a solução para esse movimento, esse aumento no número de infectados, de mortos, que precisaria de uma articulação melhor e de melhor qualidade entre governo federal, estados e municípios”, ressaltou.

Para ele, o Exército vai perder o que ganhou nos últimos anos de imagem desde a redemocratização. “É um ótimo general para fazer a logística do Exército, mas para fazer a logística do Ministério da Saúde é um desastre.”

As críticas acontecem no mesmo dia em que o Ministério da Saúde apresentou oficialmente o plano nacional de imunização. O planejamento foi divulgado no sábado (12) em ofício enviado ao ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal.

O plano inclui a Coronavac, do Butantan, em uma lista chamada de “adesão do Brasil às vacinas”.

A lista cita a vacina de Oxford, a da Pfizer, Bharat Biotech, Moderna e Janssen, além do consórcio da Covax Facility, da OMS.

Apesar das críticas a Pazuello, Maia elogiou outros militares que ocupam cargos no governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

“Admiro muito o [general Luiz Eduardo] Ramos [ministro da Secretaria de Governo] e [general Walter] Braga Neto [ministro da Casa Civil”, afirmou. “Acho que foram treinados para comandar e não para liderar. Acho que estão ali tentando fazer o melhor deles, com todas as dificuldades que está no entorno do presidente.”

Na avaliação de Maia, os militares, porém, têm pouco conhecimento de política e da relação com o Legislativo. “Como geralmente os militares tendem a saber comandar e não a liderar, eles acham que essa relação é de comando. Se eu libero a emenda, eu comando uma bancada, e não é assim.”

2 Comentários

  1. Não é só o ministro milico que é um desastre, o presidente da Câmara Rodrigo Maia também é um desastre. Por sua medíocre atuação e conluio com petistas, não saiu nenhuma privatização de estatais parasitárias até hoje.

  2. NÃO VOTE EM QUEM JÁ FOI Responder

    Na próxima legislatura estaremos livres desta figura. Se elegeu na última vaga do DEM no Rio de Janeiro.

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