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Ministério de Damares faz
cartilha com informações
falsas sobre maconha

Crédito: Sergio Lima / AFPUma cartilha lançada pelo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, da ministra Damares Alves, sobre os riscos da maconha ignora evidências científicas e diz que “não existe ‘maconha medicinal’”. Além disso, o documento também faz associações, sem comprovação, como a de que o uso da droga causa transtornos mentais e de que houve aumento de violência em locais em que a substância foi legalizada. As informações são da Folha.

“No que diz respeito ao uso da maconha dita ‘medicinal’, é importante salientar que o uso terapêutico dos componentes da maconha ainda é extremamente restrito, contando com pouquíssimas evidências científicas”, afirma a cartilha.

Durante um evento online, a Secretária Nacional da Família, Angela Gandra, apresentou a cartilha como técnica, mas o texto cita como fontes apenas estudos científicos que dão suporte às suas afirmações e não lista artigos com conclusões divergentes. As informações são da IstoÉ.

Gandra diz que famílias estão sendo ludibriadas para que acreditem no potencial terapêutico da canabis. “O que está por trás da maconha é o utilitarismo, não é o uso terapêutico. É como eu ganho dinheiro com o narcotráfico”, disse.

O Secretário Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas do Ministério da Cidadania, Quirino Cordeiro, disse que não existe estudo que mostre ação terapêutica da maconha in natura.

“Vários grupos que defendem a liberação da maconha para o uso como droga, para o uso como entorpecente, têm se valido desse passo a passo. Primeiro, tentam vender para a população a ideia de que maconha é medicinal, é terapêutica. Com isso, levam a uma diminuição da percepção de risco das pessoas, [para] depois fazer um passo futuro em direção à legalização da maconha para uso recreativo”, disse.

Em 2017, uma revisão de estudos realizados pelas Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos mostra que há evidências conclusivas de que a canabis in natura e canabinoides reduzem sintomas em pacientes com dor crônica, bem como a efetividade de canabinoides para tratar sintomas de esclerose múltipla, além de náuseas e vômitos associados aos tratamentos de quimioterapia. Assim como há estudos que apontam a eficácia do canabidiol (CBD) para certos tipos de epilepsias graves.

Segundo a cartilha, apenas um dos canabinoides conhecidos, o CBD, vem tendo seu potencial terapêutico estudado, mas sozinho ele não possui efeitos psicoativos.

No Brasil, há um medicamento aprovado para tratamento de esclorese múltipla, o Mevatyl, que contém tanto CBD quando THC (tetrahidrocanabidiol, com efeito psicoativo). Em abril, a Anvisa permitiu a fabricação e comercialização de canabidiol no Brasil, com até 0,2% de THC.

 

1 Comentário

  1. Trata-se de apenas uma dona de casa.. Q ñ surfa absolutamente.. Indago a ela: que plano era teria paa acabar com o tráfico de drogas e toda a violência dele decorrente, com milhares e milhares de vidas ceifadas e de detentos em masmorras????

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