Uncategorized

O Brasil precisa de um novo chanceler

O ministro Ernesto Araújo em coquetel na Embaixada dos EUAGuga Chacra – A política externa de Jair Bolsonaro fracassou nestes dois anos de governo. Sua estratégia de se aproximar de Donald Trump não trouxe nenhum benefício. O presidente americano simplesmente não fez concessões ao Brasil. Ao contrário, aproveitou-se da presença de um fã em Brasília para convencer os brasileiros a fazerem concessões.

A derrota de Trump é um revés ainda maior. A partir de 20 de janeiro, Joe Biden estará na Casa Branca. Sabemos que a questão ambiental será prioridade em sua administração e que o presidente eleito é abertamente crítico de Bolsonaro neste tema. O brasileiro é visto como um negacionista.

O cenário se agrava ainda mais com a postura de Bolsonaro em demorar mais de um mês para parabenizar Biden pela vitória. É um comportamento visto como patético. Aliados de Trump como Netanyahu, Modi e Bin Salman, assim como todas as principais lideranças da Europa Ocidental, congratularam o democrata logo após sua vitória ser projetada nas urnas.

A culpa em parte é de Bolsonaro, que decidiu ideologizar a política externa brasileira com uma visão nacionalista de extrema direita, imaginando que haveria uma onda definitiva. O problema é que Trump perdeu, Salvini caiu, Boris Johnson nunca foi de extrema direita, Le Pen não está no poder e Netanyahu é um político muito mais sofisticado do que os demais. Sobraram somente o brasileiro, Orbán, na Hungria, e Duda, na Polônia. Mas mesmo estes dois se movimentaram-se rapidamente para tentar uma boa relação com Biden.

Bolsonaro já é visto como pária ambiental na Europa e no Canadá. Na América Latina, não tem nenhum aliado. Seu governo comprou briga com a China, principal parceiro econômico do Brasil. Só sobrava Trump, que nunca deu mesmo muita bola ao brasileiro. Alguém precisava tê-lo orientado. No entanto, isso não aconteceu. Pior, alimentavam este seu ímpeto extremista.

Para reverter este cenário, Bolsonaro deveria alterar sua equipe de política externa. Ernesto Araújo é um radical e também um incompetente. Quase uma unanimidade como o pior chanceler da História do Brasil. Junto com Nestor Forster, embaixador do Brasil em Washington, passou informações equivocadas sobre a eleição americana. Deixou o presidente brasileiro em uma situação ruim com o futuro governo. Aliás, Forster precisa também ser substituído. Certamente, será persona non grata no futuro Departamento de Estado. Bolsonaro também precisa alterar o comando da área ambiental.

O ideal seria nomear para as Relações Exteriores uma figura pragmática para defender os interesses brasileiros no comércio exterior, com bom trânsito nos círculos diplomáticos e que busque melhorar a terrível imagem do Brasil e de Bolsonaro no exterior. Qualquer embaixador no posto, com a exceção de Forster, seria melhor do que Araújo. Mas não precisa ser necessariamente um diplomata. O atual chanceler é um fiasco.

 

4 Comentários

  1. HELVIO ALBERTO FIEDLER Responder

    No governo anterior, o relacionamento maior era com países de ideologia esquerdista que foram sanguessugas do Brasil. Aí estão as inadimplências. Pelo menos não vamos mais emprestar ideologicamente e vamos nos relacionar como verdadeiros parceiros. O Brasil bate recordes de exportação para a China, independente do viés ideológico que o pretenso comentarista vê. O artigo é pretensioso demais ao julgar autoridades sem conhecer de seus afazeres.

  2. Este governo Bolsonaro é gritante o nível de incompetência da equipe, o que traz repercussões negativas ao nosso País.Neste dois anos retrocedemos muito, a ponto do Brasil ser tratado como um paria.

Comente