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Um ano difícil pela frente

Na pandemia, perdemos todos. Aqui, as derrotas impostas a Bolsonaro – e não foram poucas – não se reverteram em ganhos para o país. No máximo, a conduta do STF contra o centralismo bolsonarista permitiu a estados e municípios compensar o descaso do Planalto com o flagelo que já matou quase 200 mil brasileiros. No mais, coube ao presidente estimular a aglomeração e o desuso de máscaras, deixar o país para trás na corrida das vacinas e semear temor quanto à imunização. Mais do que uma lástima, uma atitude genocida.

É exatamente na vacinação que a cidadania se fará mais exigida no ano que se inicia. Será preciso botar pressão – como ocorreu no final do ano, obrigando o Ministério da Saúde a parir um plano, ir às compras e incluir a “vacina chinesa do Doria” entre seus imunizantes – e fazer valer a decisão do STF de impor restrições aos que se negarem a se vacinar.

Vai ser mais um ano muito duro. Também em 2021 só a força coletiva, o bom combate, o crédito nas instituições conseguirão impedir desastres. Se assim for, já será muito bom. Sou uma otimista incorrigível, sempre creio que dias melhores virão.

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