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Brasil em dificuldade para obter ingredientes da China para vacinas

O presidente Jair Bolsonaro hostilizou repetidamente a China. Recentemente, ele desacreditou a tomada de Sinovac com base em suas “origens”. Mais um desastre diplomático que nos traz severas consequências, entre elas a dificuldades para importar da China os ingredientes ativos para produzir as duas vacinas autorizadas pela Anvisa. Tanto a Coronavac quanto a Astrazeneca dependem desses ingredientes chineses.

O centro biomédico da Fiocruz, financiado pelo governo federal, disse que não poderá entregar as doses prontas da injeção AstraZeneca até março, pois espera o primeiro embarque de ingredientes ativos da China. O instituto esperava 1 milhão de doses até meados de fevereiro.

Um ministro do governo britânico sinalizou na segunda-feira as preocupações sobre um processo de fabricação “irregular”, retardando o lançamento de vacinas da AstraZeneca e Pfizer no Reino Unido.

A AstraZeneca providenciou a fabricação substancial dos ingredientes ativos de sua vacina na China. No mês passado, fiscais de saúde brasileiros visitaram e aprovaram as instalações da empresa chinesa WuXi Biologics para exportar os ingredientes da bala AstraZeneca para acabamento no Brasil.

No entanto, o primeiro embarque para a Fiocruz no Rio de Janeiro sofreu vários atrasos, deixando as instalações ali ociosas. O governo brasileiro está lutando para importar doses prontas da vacina AstraZeneca da Índia, mas também enfrentou atrasos lá.

Em São Paulo, o Instituto Butantan, financiado pelo estado, importou ingredientes ativos suficientes para a vacina Sinovac preencher e finalizar quase 5 milhões de doses, além das 6 milhões de doses prontas já importadas e distribuídas nacionalmente.

O próximo embarque de ingredientes foi adiado e autoridades do Butantan alertaram na segunda-feira que, se não chegar até o final do mês, o instituto não poderá atingir sua meta de 46 milhões de doses entregues até abril.

“O lado chinês está fazendo seu dever de casa”, disse uma segunda fonte, que conhece o pensamento do governo chinês. “Mas a burocracia é muito vigorosa.”

Uma terceira fonte disse que as negociações estão adiantadas e que os embarques devem ser liberados “em breve” para exportação.(com agência Reuters)

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