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Presidente da Eletrobras
pede demissão

Wilson Ferreira Junior renunciou ao cargo de presidente da Eletrobras. A informação foi confirmada pela empresa por meio de comunicado aos acionistas publicado nesse domingo (24.jan.2021). Eis a íntegra (726 KB).

Segundo a Eletrobras, a decisão foi tomada por motivos pessoais. Ferreira Junior ficará na empresa até 5 de março para trabalhar em sua sucessão. A Eletrobras não informou quem assumirá a presidência.

“A companhia aproveita o ensejo para agradecer ao Wilson por sua reconhecida liderança na reestruturação organizacional e financeira do Sistema Eletrobras durante seu mandato de cerca de 4,5 anos”, lê-se no comunicado.

Ferreira Junior ocupa o cargo desde julho de 2016, quando foi nomeado pelo então presidente, Michel Temer (MDB).

“Sob sua gestão, a companhia atingiu lucros históricos, reduziu sua alavancagem a patamares compatíveis com a geração de caixa, reduziu custos operacionais com privatizações de distribuidoras e programas de eficiência, colocou em operação obras atrasadas, simplificou a quantidade de participações acionárias, com a venda, incorporação e encerramento em cerca de 90 sociedades de propósito específico”, diz a Eletrobras.

A empresa destaca ainda a atuação de Ferreira Junior em resolver “contenciosos importantes nos Estados Unidos decorrentes de reflexos da operação Lava Jato, dentre outras realizações relevantes”.

O governo federal anunciou no início de dezembro a meta de privatizar 9 empresas em 2021. Entre elas está a Eletrobras, cuja venda está planejada para o 4º trimestre do ano.

O projeto de concessão da estatal à iniciativa privada foi apresentado ao Congresso pelo governo ainda em 2019. Em 19 de janeiro, o ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) disse que o governo está “trabalhado junto com as lideranças políticas” para avançar na tramitação do texto. Afirmou ainda acreditar na aprovação do projeto em 2021. Segundo ele, embora a análise não tenha começado formalmente, as conversas em andamento com os congressistas permitirão uma tramitação “mais célere” do projeto.

A proposta enfrenta resistência no Congresso, especialmente por parte de deputados e senadores da região Norte. O candidato à presidência do Senado Rodrigo Pacheco (DEM-MG), favorito na disputa e apoiador por Davi Alcolumbre (DEM-AP) e pelo Planalto, tem dito que, se eleito, não terá a privatização da Eletrobras como foco de seu mandato.

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