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Vacinação de profissionais da saúde
e idosos vai até abril em Curitiba


A primeira fase de vacinação, para idosos e profissionais de saúde, deve terminar em abril, na projeção mais otimista. Até lá. nada para uma vacinação em massa como seria ideal. Curitiba iniciou nesta segunda-feira (25 de janeiro) a primeira etapa da vacinação contra a Covid-19, com a imunização de profissionais da linha de frente por meio da aplicação da primeira dose da Coronavac em equipes médicas, de enfermagem e de fisioterapia das alas de UTIs e enfermarias dos hospitais da cidade que atendem pacientes contaminados pelo novo coronavírus. Depois de imunizados esses profissionais, será vez ainda dos idosos (pessoas com mais de 60 anos) e de outros profissionais da saúde tomarem a vacina. E na capital paranaense, conforme explicou hoje a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, a primeira fase da vacinação deve seguir até, pelo menos, abril.

Vacinados os profissionais da linha de saúde e os idosos, que somam mais de 18 mil indivíduos, será a vez então das pessoas com comorbidades – o maior grupo a ser vacinado na cidade, com cerca de 800 mil pessoas. Nessa etapa, então, o escalonamento, será feito de acordo com a faixa etária, vacinando-se primeiro os mais velhos.

“Grupo de 60 anos e mais vai antes, vai sobrar as comorbidades abaixo de 60 anos. Vamos começar do 55 a 59 anos e assim por diante”, explica Huçulak, relatando ainda que usuários da rede pública de saúde serão contatados futuramente para agendar a data e horário para se vacinar.

“Os usuários, grandes partes dos usuários que usam nosso sitema, temos cadastro, sabemos quem é hipertenso, não precisa fazer nada, ele tem cadastro nós vamos agendá-los”, afirma a secretária. “Quem é da rede privada, vamos pedir que a pessoa traga uma declaração, mas vamos orientar mais para frente, isso vai ser depois de abril, precisamos ter muita vacina e aí vamos fazer orientação”.

Emoção e ‘pauta da esperança’

A secretária de saúde relatou ainda que se emocionou em diversas ocasiões ao acompanhar a imunização de profissionais da linha de frente; “Me emocionei várias vezes hoje aqui, é emocionante para nós, a nossa pauta da esperança, pauta da vida, da prevenção, do cuidado. Até porque vocês já viram aí, ontem saiu uma notícia muito promissora: Israel, que já vacinou muito, só na primeira dose registrou queda de 60% na internação de pacientes graves. Isso é um alívio para nós e é tudo que nós esperamos.”

Vacinas de Oxford

O Paraná recebeu no final da noite de sábado (23) um lote com 86,5 mil doses da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca. A maior parte do imunizante, importado da Índia pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ficará com a regional metropolitana (28.530 doses), mas ainda não há previsão para o início da aplicação da vacina.

“Estamos aguardando. É uma surpresa boa [a chegada da vacina], chegou antes do que a gente esperava, muito bom. Estamos aguardando uma orientação, porque há uma discussão sobre a segunda dose, porque são prazos diferentes [para a Coronavac e a vacina de Oxford]. A Sinovac, vai ser 25 dias [entre a 1ª e a 2ª dose]. A vacina de Oxford estão discutindo no Ministério, ela é 90 dias, mas ontem até saiu uma notícia que eventualmente não se faria a 2ª dose, há uma discussão da Fiocruz com o Ministério. Então vamos aguardar as orientações, vamos usá-la, é claro, mas temos estoque ainda para vacinar essa linha de frente enquanto essa definição não vem”, disse Huçulak.

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