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Ágide Meneguette, da FAEP, quer pedágio mais baixo e sem outorga


A reação da sociedade ao projeto de concessões de pedágio proposto pelos governos Ratinho e Jair Bolsonaro é mais profunda e extensa do que sonham os interessados em impor o sistema de outorga. O presidente da FAEP – Federação da Agricultura do Estado do Paraná, Ágide Meneguette, pede uma tarifa mais justa e que contribua com a redução dos custos de escoamento da produção agropecuária estadual. O custo do pedágio agregado ao escoamento das safras diminuem nossa competitividade no mercado externo.

A FAEP é a favor de tarifa menor e realização de obras no curto prazo pelas empresas que assumirem a administração das rodovias. Critica taxa de outorga, “Somos a favor de um modelo que seja justo a todos, sem criar mais cobranças para a sociedade e para o produtor ver seus ganhos, que já são muito apertados, diminuírem. O edital precisa estabelecer prazos curtos para duplicação nos principais trechos do Estado, nas saídas para os portos de Paranaguá e Santos e para o mercado interno, principalmente rodovias para a região Sudeste”, diz Ágide Meneguette.

Um dos pontos mais contestados em discussão é a cobrança da taxa de outorga. A proposta apresentada pelos governos prevê que, além do menor preço, o maior valor de taxa de outorga seja um dos critérios para definir as empresas vencedoras da licitação. A FAEP é a favor de um modelo que contemple apenas o menor preço, em que a empresa que oferecer a tarifa de pedágio mais baixa ganhe a concessão. O argumento da Federação é que, na prática, a cobrança de outorga é um imposto indireto aos usuários e produtores rurais, e vai na direção oposta ao esforço para enxugar ao máximo a tarifa.

Concessão envolve 3,3 mil quilômetros de estradas Atualmente, a malha a ser concessionada no Paraná é a maior do Brasil. A expectativa é que a iniciativa privada assuma um total de 3,3 mil quilômetros de estradas. Inicialmente, estão previstas obras de duplicação em 1,7 mil quilômetros.

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