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Embaixador russo diz que Brasil
pode produzir a ‘Sputnik VBR’


O embaixador da Rússia no Brasil, Sergey Akopov, está animado com as perspectivas da produção da vacina russa contra o Sars-Cov-2, a Sputnik V, em solo brasileiro. Akopov elogiou as instalações da farmacêutica brasileira União Química, parceira brasileira para a produção, e acredita que o Brasil não vai precisar importar insumos para a produção do inoculante russo.

“Na América Latina, foi escolhido o Brasil como o país que tem condições físicas e instalações industriais adequadas não somente para engarrafar a vacina, mas produzir desde o começo até o final. Temos vários parceiros aqui no Brasil, vários governos estaduais declararam sua intenção de participar neste programa e foi encontrado um grande parceiro que é a empresa totalmente nacional, que é a União Química”, afirmou Akopov em entrevista à emissora BandNews nessa segunda-feira (15).

“É absolutamente claro que se um país sozinho toma todas as mediadas para imunizar a sua própria população, não vai poder vencer esse flagelo que é a covid-19. Quanto mais ampla seja a vacinação no mundo é melhor porque só juntando os esforços de todos os países e todos os cientistas do mundo será possível vencer essa doença”, salientou Akopov.

O embaixador ressaltou que o Brasil tem toda a capacidade de produzir em massa a Sputnik V e sugerindo que o nome da vacina produzida em solo nacional deveria se chamar Sputnik VBR, “porque seria uma vacina totalmente brasileira, produzida aqui”, comentou. Segundo Akopov, o Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya já passou toda tecnologia de produção para a União Química.

No domingo (14), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou que, entre 8 e 12 de março, vai vistoriar a fábrica da União Química em Guarulhos, na grande São Paulo, que vai produzir a Sputnik V no Brasil.

A vacina russa Sputnik V já foi aprovada em vários países, como Bielorrússia, Argentina, Bolívia, Sérvia, Venezuela, Hungria, México e Nicarágua, entre outros.

Em 2 de fevereiro, a revista científica britânica “The Lancet” publicou os resultados da terceira fase do ensaio clínico da vacina russa, confirmando sua segurança e eficácia de 91,6%.

O Brasil já registrou 239.773 mortos pela covid-19, segundo boletim do Ministério da Saúde divulgado na segunda-feira (15). A pasta contabiliza ainda 9.866.710 pessoas já infectadas pelo vírus.(com agência Sputnik Brasil)

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